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Jockey Club tenta realizar corridas e é interditado pela prefeitura do Rio

Jockey Club Brasileiro é interditado no Rio - Divulgação/Prefeitura do Rio
Jockey Club Brasileiro é interditado no Rio Imagem: Divulgação/Prefeitura do Rio
Demétrio Vecchioli

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Dedicado à cobertura de esportes olímpicos, escreveu para o UOL, para a revista Istoé 2016, foi colunista da Rádio Estadão e, antes do Olhar Olímpico, manteve o blog Olimpílulas. Neste espaço, olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. No Olhar Olímpico têm destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa. Se você tem críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas, escreva para demetrio.prado@gmail.com

04/05/2020 17h52

A prefeitura do Rio interditou o Jockey Club Brasileiro, nesta segunda-feira (4), um dia depois de o clube retomar as provas de turfe na Gávea. Para ontem (3) estavam previstos nove páreos, mesmo número de hoje, envolvendo um total de 278 animais.

Em nota, a prefeitura informou que a ação foi realizada pelos fiscais da Subsecretaria de Licenciamento, Fiscalização e Controle Urbano, por realização de atividade que não é considerada essencial. Foi realizada uma interdição coercitiva, quando a paralisação acontece de forma imediata, com aviso sendo colocado em local visível.

"O evento do Jockey caracteriza a exploração de jogos e possibilitaria a realização de apostas, gerando aglomerações em lojas de apostas da cidade. Tais atividades não são permitidas conforme o Decreto 47.282, publicado pela Prefeitura com as medidas para enfrentamento da pandemia", explicou o governo Marcelo Crivella (PRB)

Quando anunciou a reabertura, o hipódromo informou que realizarias as provas sem público e apenas com apostas virtuais, como acontece em São Paulo. As apostas se poderiam ocorrer por telefone e pela internet. Crivella, porém, se disse contrário e ontem mesmo informou que o procurador-geral do Município entraria na Justiça para que o decreto fosse obedecido.

Os argumentos do Jockey Club Brasileiro são os mesmos defendidos pelo Jockey Club de São Paulo: as provas não geram risco sanitário maior do que o existente no dia a dia do turfe, uma vez que os animais já precisam sair de suas coxias diariamente para se exercitarem, o que exige também a presença de jóqueis, tratadores e veterinários no hipódromo. As corridas, e consequentemente as apostas, seriam uma forma de manter o esporte financeiramente ativo.

Olhar Olímpico