PUBLICIDADE
Topo

CBV quer fim da Superliga Masculina e já discute próxima temporada

Jogadores do Taubaté comemoram ponto contra o Sesi no quinto jogo das finais da Superliga masculina 2019 - Guilherme Cirino/Saída de Rede
Jogadores do Taubaté comemoram ponto contra o Sesi no quinto jogo das finais da Superliga masculina 2019 Imagem: Guilherme Cirino/Saída de Rede
Demétrio Vecchioli

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Dedicado à cobertura de esportes olímpicos, escreveu para o UOL, para a revista Istoé 2016, foi colunista da Rádio Estadão e, antes do Olhar Olímpico, manteve o blog Olimpílulas. Neste espaço, olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. No Olhar Olímpico têm destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa. Se você tem críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas, escreva para demetrio.prado@gmail.com

17/04/2020 12h17

Dirigentes dos clubes da primeira divisão do vôlei brasileiro receberam ontem (16) mensagem da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) defendendo que, na reunião marcada para a próxima segunda-feira (20) seja decretado o fim da Superliga Masculina, sem um campeão. E já traçando planos para a próxima temporada da competição.

Há um mês, a CBV fez reuniões com os clubes das Superligas A e B, masculina e feminina. Três torneios decidiram dar a competição por encerrada, com exceção da primeira divisão masculina, que foi paralisada a uma rodada do fim da fase de classificação. Taubaté e Sada/Cruzeiro ainda disputavam a primeira colocação e o time paulista, líder, ainda teria um jogo duro pela frente, contra o Sesi.

Na ocasião, os clubes decidiram esperar mais um mês até tomar uma decisão final, na expectativa que a situação da pandemia melhorasse. Não melhorou. Agora, a CBV confia que o cancelamento da temporada é inevitável.

"Não vemos outro assunto nos noticiários e todos os indicadores mostram que ainda estamos no início dessa pandemia e os números de mortes só aumentam dia a dia", escreveu aos clubes a gerente de competições de quadra, Cilda D'Angelis. "Mantemos nossa posição de que não há mais condições de continuar a atual temporada", pontuou.

A proposta que será avaliada na segunda é declarar encerrada a temporada, respeitando a classificação do torneio naquele momento, sem declarar campeão. América Vôlei e Ponta Grossa, os dois últimos, seriam rebaixados. Uma Supercopa, abrindo a próxima temporada, com os oito primeiros colocados, substituiria os playoffs em termos de entrega a patrocinadores.

Além disso, a CBV solicitou que o Sul-Americano de Clubes de 2021 seja no Brasil, para permitir que três equipes do país disputem a competição: o atual campeão sul-americano (Sada/Cruzeiro), o primeiro colocado da Superliga (Taubaté) e o campeão da Copa Brasil 2021, o que abriria a possibilidade de Sesi (quarto colocado) e Vôlei Renata (quinto), principalmente, continuarem brigando por vaga no Sul-Americano. O Sesc-RJ, quarto, já anunciou que não volta na próxima temporada.

"Temos cada vez mais forte uma sensação que o retorno não será no curto prazo, mas em médio prazo. Precisamos continuar monitorando as condições de retorno as nossas atividades normais. Vale ressaltar que cada estado/município estão tomando suas próprias decisões e, assim podem ser diferentes em cada estado e cidades. Ressaltamos, ainda, as condições de os atletas que após esta paralisação não podem retornar de imediato, devendo haver um período de pré-temporada a ser definido", continuou a CBV, no comunicado.