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Clubes de SP fecham acordo para cortar até 25% de salários de funcionários

Sede social do Palmeiras - Divulgação/Palmeiras
Sede social do Palmeiras Imagem: Divulgação/Palmeiras
Demétrio Vecchioli

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Dedicado à cobertura de esportes olímpicos, escreveu para o UOL, para a revista Istoé 2016, foi colunista da Rádio Estadão e, antes do Olhar Olímpico, manteve o blog Olimpílulas. Neste espaço, olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. No Olhar Olímpico têm destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa. Se você tem críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas, escreva para demetrio.prado@gmail.com

02/04/2020 05h00

O sindicato dos clubes de São Paulo e as entidades sindicais de funcionários e de profissionais de educação física acertaram uma convenção na qual concordam em reduzir até 25% o salário dos trabalhadores em meio à pandemia do Covid-19 em troca de não realizar demissões. São Paulo, Corinthians e Palmeiras fazem parte da convenção, que não se aplica a jogadores profissionais de futebol.

O aditamento às convenções coletivas foi assinado pelo Sindi Clube (patronal dos clubes), Sindesporte (sindicato dos funcionários de clubes), Sinpefesp (educadores físicos de São Paulo) e Fepefi (nacional dos educadores físicos). Pelo acordo, em clubes em que há paralisação dos trabalhos, os os salários podem ser reduzidos em até 25%, desde que dentro de um limite de R$ 1.045, valor do salário mínimo.

Também ficou acertada a possibilidade de concessão de férias coletivas e individuais, de antecipação do gozo de férias e compensação de horas. Os clubes, em troca, se comprometem a alterar horários de entrada e saída de funcionários para evitar aglomeração em transporte público e a garantirem os empregos durante a vigência do aditivo, até 30 de junho.

"O acordo levou em conta, principalmente, a queda das receitas nos clubes em decorrência do isolamento social imposto pela pandemia do Covid-19, tendo como objetivo preservar os empregos nas agremiações", explicou o presidente do Sindi Clube, Paulo Movizzo.

No futebol, os clubes têm tentado negociar com jogadores e profissionais do departamento de futebol a concessão de férias e a redução de salários. Ontem (1), o São Paulo anunciou que chegou a um acordo para conceder férias coletivas ao departamento de futebol até 21 de abril.