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Tóquio quer que chama olímpica seja "luz no fim do túnel" do coronavírus

Demétrio Vecchioli

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Dedicado à cobertura de esportes olímpicos, escreveu para o UOL, para a revista Istoé 2016, foi colunista da Rádio Estadão e, antes do Olhar Olímpico, manteve o blog Olimpílulas. Neste espaço, olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. No Olhar Olímpico têm destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa. Se você tem críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas, escreva para demetrio.prado@gmail.com

23/03/2020 11h57

Depois de o Comitê Olímpico Internacional (COI) se dar quatro semanas para decidir o futuro dos Jogos Olímpicos de Tóquio e o governo japonês admitir pela primeira vez o adiamento, nesta segunda-feira (23) o Comitê Organizador da Olimpíada, terceira ponta desse tripé, também reconheceu tal possibilidade. Em nota, o órgão disse que teve uma teleconferência com o COI durante a madrugada e que o adiamento é uma opção sobre a mesa. Além disso, Tóquio-2020 quer se colocar como "uma luz no fim do túnel".

"Devemos estar mais unidos do que nunca em nossa resposta. Independentemente disso, o que importa agora é que o mundo se reúna para superar essa crise. Como afirmou o Presidente Bach, '[desejamos] que ... a chama olímpica seja uma luz no fim deste túnel'. Portanto, faremos todos os esforços possíveis para superar esse desafio e entregar os Jogos", prometeu o comitê organizador.

Tanto os organizadores quanto os governos japoneses vinham rejeitando a possibilidade de adiar ou cancelar a Olimpíada a partir da visão de que no Japão o coronavírus está relativamente bem controlado. Porém, a situação mundial, que foge do controle dos japoneses, colocou atletas de diversos países em quarentena, o que exigiu uma flexibilização.

"Embora atualmente não haja regiões no Japão onde uma infecção generalizada por Covid-19 tenha sido confirmada, eventos de qualificação para os Jogos de Tóquio 2020 foram interrompidos em todo o mundo pela disseminação da infecção em muitos países. Vários atletas e comitês olímpicos nacionais também declararam que são incapazes de continuar treinando neste ambiente, e essa situação sem precedentes tem sido motivo de grande preocupação para nós", admitiu o comitê organizador.

O órgão deixou claro que, ainda que a proposta de adiamento esteja sobre a mesa, ela não é a única. "Ao monitorarmos de perto as tendências de infecção, nos dedicaremos a examinar planos detalhados para diferentes cenários, incluindo a abertura dos Jogos em 24 de julho. Continuaremos a trabalhar em estreita colaboração com todas as organizações relevantes, a fim de atender às expectativas dos atletas que treinam dia e noite e dos torcedores que esperam ansiosamente pelos Jogos há tanto tempo", promete.

Numa confirmação de que a Olimpíada pode mudar de data, nesta segunda (23) o comitê avisou o adiamento no prazo final para reserva e pagamento dos quartos de hotel para credenciados. A nova data, ao menos para veículos de imprensa, é posterior ao limite que o COI se deu para adiar ou não os Jogos: quatro semanas.

Olhar Olímpico