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Aline Silva e Lais Nunes garantem vaga em Tóquio no wrestling

Aline Silva e Lais Nunes, classificadas a Tóquio - Divulgação
Aline Silva e Lais Nunes, classificadas a Tóquio Imagem: Divulgação
Demétrio Vecchioli

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Dedicado à cobertura de esportes olímpicos, escreveu para o UOL, para a revista Istoé 2016, foi colunista da Rádio Estadão e, antes do Olhar Olímpico, manteve o blog Olimpílulas. Neste espaço, olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. No Olhar Olímpico têm destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa. Se você tem críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas, escreva para demetrio.prado@gmail.com

14/03/2020 18h27

O Brasil terá ao menos três lutadores nas competições de wrestling dos Jogos Olímpicos de Tóquio. Neste sábado (14), as duas brasileiras com resultados internacionais mais expressivos asseguraram suas vagas ao terminarem entre as duas melhores de suas categorias no Pré-Olímpico das Américas, disputado em público em Ottawa, no Canadá. Estão classificadas para o Japão Aline Silva, na categoria até 76kg, e Lais Nunes, na até 62kg.

Ontem (13), Eduard Soghomonyan, armênio naturalizado brasileiro que já esteve na Rio-2016 já havia classificado o Brasil na categoria até 130kg na greco-romana. No domingo acontecem as seletivas da luta livre masculina, mas as chances dos brasileiros Bryan Lucas, David Moreira e Marcus Calasans parecem mínimas. O Brasil não vai à Olimpíada na luta livre masculina desde 2004.

Classificada para sua segunda Olimpíada, Aline Silva chegou a perder seu lugar na seleção durante o ciclo olímpico, depois que teve uma trombose. Prata no Mundial de 2014, ela em três medalhas em Jogos Pan-Americanos e foi prata em Lima, no ano passado. Em declaração à assessoria de imprensa da CBW, ela dedicou a vaga ao projeto social Mempodera, que ela criou em Cubatão (SP).

"Gostaria de dedicar a conquista dessa vaga para o Mempodera. Para esta seletiva olímpica meu propósito foi diferente e garantir essa conquista vai para todos do Mempodera. Aproveito para agradecer a todos que de alguma forma contribuíram para atingir esse objetivo", comentou.

Lais Nunes, que foi bronze no Pan e é a brasileira melhor posicionada no ranking mundial, também vai para sua segunda Olimpíada. "Agradeço primeiramente a Deus por permitir estar aqui quatro anos depois dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro e conseguir garantir a vaga para Tóquio. Também agradeço ao treinador Nisdany Perez e a todos os companheiros de treino da seleção brasileira de wrestling e da São José Wrestling", afirmou, via assessoria de imprensa.

Giulia Penalber, na categoria até 57kg, que também era cotada a conquistar vaga olímpica, perdeu duas das três lutas da primeira fase do Pré-Olímpico e agora terá que tentar a classificação pelo duro Pré-Olímpico Mundial. Kamila Barbosa e Dailane Reis até 68kg também foram eliminadas antes das semifinais.

Olhar Olímpico