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No quarto dia privatizado, Pacaembu abre com piscina esvaziada

Piscina do Pacaembu amanhece esvaziada - Reprodução/Instagram
Piscina do Pacaembu amanhece esvaziada Imagem: Reprodução/Instagram
Demétrio Vecchioli

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Dedicado à cobertura de esportes olímpicos, escreveu para o UOL, para a revista Istoé 2016, foi colunista da Rádio Estadão e, antes do Olhar Olímpico, manteve o blog Olimpílulas. Neste espaço, olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. No Olhar Olímpico têm destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa. Se você tem críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas, escreva para demetrio.prado@gmail.com

28/01/2020 11h30

Já começaram os problemas da "nova fase" do Pacaembu, agora um complexo esportivo administrado pela iniciativa privada. Nesta terça-feira (28), quarto dia com a estrutura tocada pela Concessionária Allegra Pacaembu, nadadores que treinam diariamente na piscina olímpica se depararam com ela parcialmente esvaziada.

Em nota, a Allegra disse que a piscina está fechada "em função de uma manutenção emergencial no sistema de retrolavagem". "Estamos trabalhando pela reabertura o mais breve possível. Cabe ressaltar que a piscina continua sendo de acesso público e gratuito, exceto quando houver eventos ou locação do espaço", destacou o concessionário.

A piscina do Pacaembu vem causando grande dor de cabeça para a empresa, porque existe um grupo organizado de frequentadores que se posicionou contrário à privatização, se mobilizou nas redes sociais e que teme perder o acesso público e gratuito à única piscina olímpica da maior cidade do país hoje aberta ao público - a prefeitura cobra pela utilização da que fica no Centro Olímpico, enquanto o governo do Estado mantém fechada ao público geral a piscina do Ibirapuera.

Esses frequentadores temem que também no Pacembu o acesso à piscina para treinamento seja restringido. A Allegra tem dito a eles que, por enquanto, não irá fazer cobranças. Mas não está descartada a hipótese de, após a reforma, o concessionário cobrar para reservar raias para treinamento, mantendo gratuito o acesso daqueles que usam a piscina para recreação. A reforma do complexo começa até o fim do ano para terminar apenas em 2022.

Olhar Olímpico