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Interdição do Parque Olímpico faz Flamengo reabrir Maracanãzinho

Maracanãzinho recebe a final do NBB - Divulgação/LNB
Maracanãzinho recebe a final do NBB Imagem: Divulgação/LNB
Demétrio Vecchioli

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Dedicado à cobertura de esportes olímpicos, escreveu para o UOL, para a revista Istoé 2016, foi colunista da Rádio Estadão e, antes do Olhar Olímpico, manteve o blog Olimpílulas. Neste espaço, olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. No Olhar Olímpico têm destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa. Se você tem críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas, escreva para demetrio.prado@gmail.com

23/01/2020 22h18

O Flamengo decidiu reabrir o Maracanãzinho, utilizado para apenas três partidas desde os Jogos Olímpicos de 2016. Com a interdição do Parque Olímpico da Barra e a alta demanda pelos poucos ginásios privados existentes no Rio, a diretoria rubro-negra optou por utilizar o ginásio anexo ao Maracanã nas próximas partidas da sua equipe masculina de basquete. A primeira, já na terça (28), contra o Unifacisa, da Paraíba, pelo NBB.

O Maracanãzinho é administrado pelo Flamengo desde abril de 2019, quando o clube da Gávea assinou contrato provisório com o governo do Estado para ser o concessionário do complexo do Maracanã. No mês seguinte, o ginásio foi o escolhido para receber as duas partidas de mando rubro-negro na final do NBB contra o Franca.

Aqueles jogos, porém, foram realizados sobre um piso antigo, bem abaixo do exigido para partidas deste nível. A falta de um piso de qualidade fez o Fla nem considerar levar partidas da atual temporada para o Maracanãzinho, mas os planos mudaram depois que, na semana passada, a Justiça Federal interditou o Parque Olímpico da Barra, o que fechou a Arena Carioca 1, casa do time de basquete, e a Arena 2, plano C.

O segundo ginásio da equipe é o Tijuca Tênis Clube, que tem altíssima demanda. Jogam lá as equipes de vôlei do Sesc (masculino e feminino) e do próprio Flamengo (feminino). No dia 28, terça, por exemplo, o ginásio já estava reservado para o time feminino do Sesc. O Fla até poderia pedir para a Liga Nacional de Basquete (LNB) abrir uma exceção e autorizar um jogo na Gávea, arena menor do que o permitido em regulamento, mas a data está reservada para a equipe de vôlei do Flamengo.

A solução, costurada em conjunto com o governo do Estado, foi deslocar para o Maracanãzinho o piso de um outro ginásio administrado pela Suderj, em Niterói. A nova casa do Flamengo também vai receber futuros confrontos do Flamengo pela semifinal da Champions League, contra o Instituto Cordoba (ARG).

A diretoria rubro-negra, porém, deixou claro que a decisão é provisória e que o clube é favorável à reabertura do Parque Olímpico. "O clube reitera sua torcida pela liberação das arenas olímpicas e de todos os equipamentos esportivos que fazem parte do legado da Rio-2016", disse em nota.

Olhar Olímpico