Opinião

Amanda Ribas não pode se dar ao luxo de mudar de categoria novamente

A fase não é das melhores. Em suas últimas seis apresentações no UFC, Amanda Ribas venceu apenas três e segue alternando resultados desde o início de 2021. Neste sábado (18), porém, o triunfo por nocaute técnico diante da compatriota Luana Pinheiro parece ter deixado ainda mais claro um fator que incomoda parte de seus fãs: Amanda é, de fato, mais competitiva na divisão dos pesos-palhas (52 kg).

Tanto é que nos últimos anos, quando passou a se apresentar contra rivais ranqueadas da divisão dos pesos-moscas, a atleta não conseguiu ser dominante e anotou reveses que a impediram de se aproximar de uma disputa de cinturão. Ao bater Luana, atualmente número nove do ranking dos palhas, Amanda se coloca em posição de destaque.

Afinal, além de Luana, Amanda já venceu Mackenzie Dern e Virna Jandiroba, respectivamente número oito e seis do ranking da divisão. Por isso, o momento é oportuno para que a atleta foque em sua divisão de origem e saia em busca de uma atleta ranqueada, seja ela Yan Xiaonan, Amanda Lemos ou Jéssica 'Bate-Estaca'.

Como a campeã Zhang Weili deve enfrentar Tatiana Suarez em sua próxima luta e Carla Esparza só deve retornar ao octógono no final de 2024, Amanda precisa apenas de uma boa vitória para, em tese, brigar por um title shot. O MMA é feito de momentos, e a temporada do ano que vem parece aberta para que novas atletas ganhem espaço nesta divisão, mas é preciso aproveitar.

Voltar a lutar na categoria de cima nos próximos meses seria dar chance ao azar. E cometer esse erro aos 30 anos e com dez apresentações no evento como experiência é, no mínimo, falta de foco. A meta é o cinturão, e, no momento, tem que ser o do peso-palha. Espero que ela e seu time enxerguem da mesma forma!

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Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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