PUBLICIDADE
Topo

Milton Neves

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Derrota do Brasil em 1982 passa longe de ser maior injustiça das Copas!

Paolo Rossi e Júnior durante Brasil x Itália, na Copa do Mundo de 1982 - Alessandro Sabattini/Getty Images
Paolo Rossi e Júnior durante Brasil x Itália, na Copa do Mundo de 1982 Imagem: Alessandro Sabattini/Getty Images
só para assinantes
Milton Neves

Milton Neves é jornalista profissional diplomado, publicitário, empresário, apresentador esportivo de rádio e TV, pioneiro em site esportivo no Brasil, 1º âncora esportivo de mídia eletrônica do país, palestrante gratuito de Faculdades e Universidades, escrivão de polícia aposentado em classe especial, pecuarista, cafeicultor e é empresário também no ramo imobiliário.

05/07/2022 13h49

Existem no esporte brasileiro certos times ou pessoas que parecem blindados de toda e qualquer crítica.

Por exemplo, anos atrás, escrevi aqui que considero Senna um dos grandes heróis do esporte nacional.

Mas que, para mim, Nelson Piquet - NAS PISTAS, E NÃO COM O MICROFONE DANDO ENTREVISTAS RIDÍCULAS - foi melhor do que ele.

Puxa, parecia que eu tinha ofendido as mães de muitos internautas, extremamente revoltados nos comentários.

E hoje vou dar mais uma opinião impopular sobre outro "queridinho" dos amantes do esporte de nosso país: o Brasil de 1982, que era eliminado pela Itália de Paolo Rossi exatamente 40 anos atrás.

Bom, primeiramente eu gosto sempre de frisar que seleção boa é a que ganha Copa.

Não adianta nada jogar bonito, encantar a todos e voltar do Mundial com as mãos abanando.

Por isso, para mim, o escrete canarinho de 1994 vale muito mais do que o selecionado de 1982, que não chegou nem às semifinais da Copa da Espanha.

Bem, e eu não concordo com um comentário muito comum que corre por aí de que a derrota da seleção para a Itália no Sarriá foi "a maior injustiça da história do futebol".

Ora, pois saibam que não foi nem a maior da história das Copas.

Sim, porque a maior injustiça da história dos Mundiais foi a Holanda de 1974, que chegou à final e, por puro azar, deixou a taça escapar para o frio time da Alemanha.

A segunda maior foi a Hungria de 1954.

Aquele time, liderado por Puskás e recheado de craques, era uma máquina que começava as partidas de forma avassaladora, mas que depois "dormia no ponto" e dava brechas para seu adversário virar, como quase aconteceu diante do Uruguai, na semifinal, e como aconteceu na decisão, contra a Alemanha Ocidental.

Fechando o "pódio das injustiças", cito o Brasil de 1950, com Uruguai levando a Copa na maior zebra da história.

Uma zebra que atormentou Barbosa, sem culpa alguma, pelo resto de sua vida...

Aí, sim, na sequência, podemos colocar o Brasil de 1982 no quarto lugar dos maiores injustiçados da história das Copas.

E não estou querendo com isso tudo, é claro, desmerecer o trabalho de Telê e cia.

Mas é que vejo certo exagero em muitas análises sobre o Brasil naquele Mundial.

Concorda?

Opine!