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Milly Lacombe

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

O Fluminense e o mistério do pênalti perdido que custou um clássico

Calegari se lamenta em Fluminense x Botafogo, jogo do Campeonato Carioca - Thiago Ribeiro/AGIF
Calegari se lamenta em Fluminense x Botafogo, jogo do Campeonato Carioca Imagem: Thiago Ribeiro/AGIF

Colunista do UOL

30/01/2023 12h52

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Fluminense e Botafogo se encontraram num Maracanã com pouco público pelo Carioca. Depois de um primeiro tempo sofrível mas com algum domínio tricolor, o segundo tempo começou agitado, com o Fluminense mais organizado e motivado.

Não demorou para que o domínio e o ímpeto para atacar resultassem em um pênalti bem marcado.

Ganso e Cano, os batedores oficiais, estavam em campo.

Ganso tem aproveitamento total em pênaltis pelo Flu.

Mas quem pegou a bola para bater foi o jovem lateral Callegari.

Callegari é cria de Xerem, foi muito usado no time que venceu o estadual no ano passado com Abel Braga, é jogador bom e versátil e, contra o Botafogo, estava improvisado na lateral esquerda.

Callegari bateu mal e o goleiro pegou.

O jogo mudou a partir daí.

O Botafogo, que parecia nas cordas, se animou e cresceu.

Usou o contra-ataque e venceu por um a zero, mas poderia ter feito até um placar mais amplo.

O Fluminense, que até perder o pênalti estava mais organizado e confiante, se desarrumou por completo em campo.

Até houve um outro pênalti que o juiz não marcou, mas a verdade é que o time de Diniz deixou escapar uma possível vitória porque, misteriosamente, decidiu que um jovem que nunca havia batido penaltis no profissional fosse o batedor no clássico.

Até agora não houve uma explicação. É dessas coisas cujas razões serão debatidas à porta fechada, imagino.

Um detalhe que, se não for bem entendido internamente, teria a capacidade de desarticular relações, e esse não é o momento para isso. Pelo contrário.

Diniz está tentando montar o time depois de algumas saídas e chegadas.

Ontem começou com Yago Felipe, um bom volante mas que não tem agradado muito à torcida, e no intervalo colocou o ex-atleticano Keno, deixando o Flu mais ofensivo. Deu resultado.

A defesa, com Nino e Manoel, é um ponto forte do time de Diniz. Samuel Xavier, na lateral direita, é outro que tem jogado de forma sólida.

Cano e Ganso ainda estão um pouco sem ritmo, e Arias parecia ser o único que corria como na temporada passada.

Uma vitória no clássico teria ajudado no ritmo da reorganização que se faz necessária.

Tenho dito que o Fluminense de Diniz vai chegar no pelotão da frente e é candidato a um titulo nacional esse ano.

Não mudei de ideia depois de ver o clássico, mas há muito trabalho pela frente.