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Milly Lacombe

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Corinthians: um time de miúdos bastante graúdos

Giuliano comemora gol marcado pelo Corinthians, na partida contra o Santos - Marcello Zambrana/AGIF
Giuliano comemora gol marcado pelo Corinthians, na partida contra o Santos Imagem: Marcello Zambrana/AGIF
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Milly Lacombe

Milly Lacombe, 53, é jornalista, roteirista e escritora. Cronista com coluna nas revistas Trip e Tpm, é autora de cinco livros, entre eles o romance O Ano em Que Morri em Nova York. Acredita em Proust, Machado, Eça, Clarice, Baldwin, Lorde e em longos cafés-da-manhã. Como Nelson Rodrigues acha que o sábado é uma ilusão e, como Camus, que o futebol ensina quase tudo sobre a vida.

Colunista do UOL

22/06/2022 23h22

O Sol entrou em Câncer e o Corinthians entrou no ritmo. Os miúdos de Vitor Pereira e do Terrão deitaram sobre o Santos do descontrolado Fabian Bustos.

Num jogo em que tudo deu certo para o Corinthians e tudo deu errado para o Santos, o que se viu foi um time que estava inteiro e confortável em campo contra um que corria desorganizadamente sem a bola e não sabia o que fazer quando tinha a bola.

Mantuan foi incansável e brilhante, assim como Willian, Cantillo, Fagner, Piton, Raul e Guedes, que parece ter sucumbido à posição de atacante que faz o meio da área.

O Santos teve uma chance clara de gol nos pés de Marcos Leonardo, mas Cassio se agigantou na única participação ativa que fez na partida.

O Corinthians usou todo o espaço do campo com seus miúdos, tocou a bola com muita desenvoltura, foi à linha de fundo incontáveis vezes, fez a melhor partida sob o comando de Vitor Pereira.

A classificação para as quartas da Copa do Brasil está encaminhada. É improvável, ainda que não impossível, que o Santos busque esse resultado no jogo de volta, dia 13 de julho.

Ao final, 4x0, fora o olé e as performances de masculinidades frágeis que estamos nos acostumando a ver: o drible virou ofensa, e reagir violentamente a uma jogada de efeito parece ser aceitável para boa parte das pessoas. "Não precisava disso", dizem os ofendidos.

Os miúdos começam a ficar graúdos. Que a janela que vem aí não estrague a festa.