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OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Mancini chegou ao Corinthians já com o bilhete de demissão na gaveta

Contrato de Mancini com o Corinthians não tinha multa rescisória - Marcello Zambrana/AGIF
Contrato de Mancini com o Corinthians não tinha multa rescisória Imagem: Marcello Zambrana/AGIF
Bruno Andrade

Mora em Lisboa desde 2015. Começou a carreira no LANCE! e depois virou correspondente internacional da Goal.com. Atualmente, trabalha também no jornal A BOLA e na TVI, ambos de Portugal - esteve antes no jornal O JOGO e Canal 11.

Colunista do UOL

16/05/2021 19h58

Com trabalhos medianos no currículo, Vagner Mancini foi contratado pelo Corinthians em outubro do ano passado sem qualquer tipo de planejamento. Havia, sim, convicção. Mas era uma convicção isolada - e sem nexo - do então presidente Andrés Sanchez.

A chegada de Mancini, que não pediu para ser o escolhido, surpreendeu a praticamente todos, incluindo diversos profissionais do próprio clube. Sem multa rescisória, num sinal claro de desconfiança, assumiu o cargo com a responsabilidade de assegurar a permanência do Timão na elite do Brasileirão. Uma realidade absurda.

Entre altos e (muitos) baixos, o treinador campeão da Copa do Brasil com o Paulista em 2005 (há 16 anos) acabou por livrar do rebaixamento um time limitadíssimo e sem modelo de jogo. Ganhou sobrevida, especialmente com a goleada frente ao Fluminense por 5 a 0, mas nunca convenceu. Longe disso.

Com sérias dificuldades financeiras e ciente das várias limitações no elenco, o novo presidente Duilio Monteiro Alves resolveu aceitar a herança do antecessor. Segurou a bronca e manteve Vagner Mancini, mesmo diante do fraco futebol apresentado e das constantes críticas.

Para um treinador que chegou ao Corinthians já com o bilhete de demissão na gaveta, Mancini até que durou bastante: pouco mais de sete meses. Um "longo período" de insistência que rendeu uma vexatória queda na Sul-Americana, um novo tropeço diante do arquirrival Palmeiras e, não menos importante, mais um raro tempo de planejamento jogado no lixo.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL