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Marília Ruiz

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Marília Ruiz: Sinais do pontapé inicial de Tite em 2022

Marília Ruiz

Tenho 20 anos de jornalismo esportivo: 5 Copas do Mundo, 4 Olimpíadas, muitos Brasileiros, alguns Mundiais e várias Copinhas. Neste blog seguirei fazendo isso: escrevendo sobre futebol. Sem frescura. Sem mimimi. Para versões oficiais dos clubes e atletas, recomendo procurar as assessorias de imprensa.

13/01/2022 17h00

Claro que a vedete da primeira convocação de 2022 foi o melhor jogador brasileiro em atividade: Vinícius Júnior, o último (sinal) a ser anunciado na convocação de hoje para a rodada de Eliminatórias (Equador e Paraguai).

Respostas recheadas de cautela com a "joia" de Tite não saíram do script do discurso já conhecido do treinador da Seleção brasileira. Tite nunca foi e nunca será dado a arroubos histriônicos e hiperbólicos (exceção com relação a Neymar aqui e acolá). Vinícius Júnior pode ser uma solução até fácil para o corredor Raphinha/Antony/xis, mas Tite vai dar para escalação dele o "devido processo" da sua cartilha (e é isso que faz o técnico besta e bestial, frise-se).

Ao mesmo tempo que as canetas carregam nas críticas para essa cautela quase injustificável, Tite merece todos os elogios pela postura de barrar o não vacinado Renan Lodi. Faz tempo que cobramos posturas da seleção e de seu técnico. No ano passado, ensaiaram se posicionar, mas no máximo saiu um manifesto que não manifestava quase nada. Dessa vez Tite foi claro (sinal): vacinar-se é um ato social, é coletivo, é respeito por si e pelos outros. Ponto para ele.

Outros sinais de hoje para quem ainda não havia entendido a lógica claríssima de Tite. Sim, tem lugar na Seleção quem a ela dá valor: Gabigol treinou nas férias (dentro); Arana curtiu as merecidas férias (fora); Weverton não treinou nas férias e estava com Covid, mas faz juras de amor e não reclama de banco (dentro); ele gosta de Coutinho e ponto (aceitem); e os laterais não estão definidos, mas Daniel Alves já pode pensar em realizar mais um "sonho" .

Tite está a 10 meses do pontapé inicial do jogo do Brasil na Copa do Catar. Desde 201, quando assumiu a Seleção, ele carregava um time que era Neymar+10.

Não sei se não carrega mais. Talvez sim, talvez não.

Mas o fato de a ausência do nome do jogador (por causa de mais uma contusão) não ter causado "saudades do que não se viveu" anima.

Foi o melhor sinal da coletiva de hoje.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL