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Marília Ruiz

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Marília Ruiz: O sebastianismo e o viralatismo

Marília Ruiz

Tenho 20 anos de jornalismo esportivo: 5 Copas do Mundo, 4 Olimpíadas, muitos Brasileiros, alguns Mundiais e várias Copinhas. Neste blog seguirei fazendo isso: escrevendo sobre futebol. Sem frescura. Sem mimimi. Para versões oficiais dos clubes e atletas, recomendo procurar as assessorias de imprensa.

08/12/2021 18h16

Nenhum técnico brasileiro está à altura do Flamengo.

Nenhum brasileiro poderia suceder o Abel Ferreira caso o gajo decida que a saudade transatlântica é insuportável.

Nenhum brasileiro tem chance de assumir a seleção no pós-Tite, que anunciou encerra seu ciclo depois da Copa do Mundo do ano que vem.

Nenhum.

Quando e como foi que nossos técnicos se tornaram TODOS ruins?

Para o Flamengo só serve Jorge Jesus.

Para o Palmeiras? Só Abel.

Para a Seleção? Até Xavi, com pouquíssima experiência, estava à frente dos nossos mais vencedores.

São muitas explicações, claro, para o diagnóstico comum a arquibancadas e diretorias: importar técnico salva.

Muitas vezes salva, mesmo.

Acho exagerada e cruel a análise dos trabalhos dos nossos (o que não implica em ser míope e não enxergar com clareza que aqui a "intuição lato sensu" domina; e por isso são muitas vezes superados com um tiquinho de trabalho stricto sensu). Acho também que é tarefa hercúlea defender o jogo pouco inspirado da maioria.

2021 acaba com QUASE TODOS técnicos brasileiros em piores cotações do que tinham no final da temporada 2020 (em março deste ano): o campeão Brasileiro Ceni, o vice da Copa do Brasil Renato; o quase campeão Diniz; o vice Brasileiro Abel Braga... a lista é longa.

Mas e Cuca?

Cuca não caberia no Flamengo? Cuca não foi campeão no Palmeiras? Cuca não poderia ser cotado para a Seleção pós-Tite?

Ele é pior que o Dome? Que o Xavi?

É?

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL