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Peres tenta minimizar crise com salários, troca com o Palmeiras e política

José Carlos Peres, presidente do Santos - Ivan Storti/Santos FC
José Carlos Peres, presidente do Santos Imagem: Ivan Storti/Santos FC
Marília Ruiz

Tenho 20 anos de jornalismo esportivo: 5 Copas do Mundo, 4 Olimpíadas, muitos Brasileiros, alguns Mundiais e várias Copinhas. Neste blog seguirei fazendo isso: escrevendo sobre futebol. Sem frescura. Sem mimimi. Para versões oficiais dos clubes e atletas, recomendo procurar as assessorias de imprensa.

01/08/2020 11h50

Salários pagos no dia da derrota a Ponte para se defender (não que seja definitivo ou certeza) de possíveis novas ações na Justiça do Trabalho, articulação para uma troca de jogadores com o Palmeiras e uma última tentativa de composição com os conselheiros do Santos: esses foram os passos dados pelo presidente José Carlos Peres para evitar o seu impeachment, que parece estar cada vez mais próximo.

O depósito* dos rendimentos da CLT dos atletas integrais neste mês não acaba com os problemas: o elenco não participou de nenhuma negociação para o corte radical (70% desde abril) e ainda reclama do atraso dos direitos de imagem.

Fragilizado com a saída de jogadores e sem dinheiro para investir, Peres tentou (*pretérito perfeito do verbo tentar) também um acordo com o colega Maurício Galiotte, do Palmeiras: Soteldo e Sanchez iriam para a Turiassu em troca de 1 goleiro, Lucas Lima e mais um jogador - o negócio seria subsidiado pelo rival no que diz respeito aos salários. A troca por empréstimo daria um fôlego no caixa, mas não foi conversada com o técnico Jesualdo Ferreira. Luxemburgo, por sua vez, gosta da ideia.

O melancólico fim do seu mandato, conturbado desde o dia seguinte à posse, coincide com o começo das articulações das chapas que concorrerão ao cargo máximo do clube em dezembro. O vice de Peres, seu opositor Orlando Rollo, garante que só assumiria a cadeira de em caso de afastamento do atual presidente e que não é candidato a sua sucessão.

Na próxima semana, haverá mais uma votação das contas da gestão. Se novamente rejeitadas, o Conselho abrirá um processo na Comissão de Inquérito e Sindicância para apurar as responsabilidades e possível gestão temerária. Peres teria 15 dias para apresentar sua defesa, mas hoje sabe que não teria apoio suficiente para se salvar do segundo processo do tipo que enfrentaria no comando do clube.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.