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Marília Ruiz: Ricardo Catalá conta tática para derrubar SPFC e sonha alto

Marília Ruiz

Tenho 20 anos de jornalismo esportivo: 5 Copas do Mundo, 4 Olimpíadas, muitos Brasileiros, alguns Mundiais e várias Copinhas. Neste blog seguirei fazendo isso: escrevendo sobre futebol. Sem frescura. Sem mimimi. Para versões oficiais dos clubes e atletas, recomendo procurar as assessorias de imprensa.

30/07/2020 15h38

A classificação do Mirassol deveria estar nas manchetes, mas o que mais se vê é a "vergonha são-paulina".

A perda de 18 jogadores, a escalação de um artilheiro recém-chegado e a vaga inédita nas semifinais do Paulista tem, também, a assinatura do técnico Ricardo Catalá.

Em entrevista exclusiva ao blog, Catalá ratificou sua "surpresa" com o resultado, comentou a escalação de Zé Roberto e os planos para quebrar mais um recorde e chegar às finais do Estadual.

A seguir os principais pontos (e logo mais a íntegra em vídeo aqui no post):

  • Vitória sobre o São Paulo

"Armamos o time para marcar os dois volantes do São Paulo e dificultar a saída deles. Saíamos que eles teriam que sair com os zagueiros e quebraríamos. Também treinamos bastante bolas paradas e contra-ataques. Insisti com meus jogadores para que eles acreditassem em todas as bolas e fossem muito competitivos e dedicados. Mesmo quando o São Paulo empatou, mudei o time no segundo tempo para ter mais força defensiva. Sabíamos que, se o tempo passasse, eles forçariam mais e poderíamos aproveitar os erros deles. Foi o que aconteceu."

  • Escalação do "artilheiro" Zé Roberto

"Ele é jogador do Mirassol e estava treinando conosco como titular. Mas dois dias antes da retomada, fui informado que o papel com a liberação dele não havia chegado e não pude escalar nas 2 rodadas finais da primeira fase. Ele seguiu treinando em Mirassol, e nós passamos a perambular pelos hotéis aqui mais perto de São Paulo. Daí anteontem chegou a liberação dele e eu pedi para ele vir. É mesmo uma dessas histórias que parecem fabricadas."

  • Próximos objetivos

"Acho que podemos sonhar mais, porque futebol proporciona isso. Temos consciência da dificuldade, mas podemos ir mais longe."