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Perguntar não ofende: o que fazer com os Estaduais?

Marília Ruiz

Tenho 20 anos de jornalismo esportivo: 5 Copas do Mundo, 4 Olimpíadas, muitos Brasileiros, alguns Mundiais e várias Copinhas. Neste blog seguirei fazendo isso: escrevendo sobre futebol. Sem frescura. Sem mimimi. Para versões oficiais dos clubes e atletas, recomendo procurar as assessorias de imprensa.

30/06/2020 10h40

Demorou, mas aparentemente CBF e Federações estaduais descobriram que o ano tem 12 meses, que estamos há mais de 100 dias "atrasados" no calendário estabelecido e que é humanamente impossível jogar 4 jogos por semana.

Eis que, uau!, quem imaginaria?, a CBF, mesmo que timidamente, colocou "pressão" ao anunciar que pensa em começar o Brasileiro-20 no dia 8 de agosto.

Exceção feita à afoita FERJ, não parece que haverá tempo para finalizar nenhum Estadual que inclui time das Séries A e B como estava "vendido e combinado", como é o mantra dos dirigentes que acham que o mundo ficou congelado no dia 15 de março e tudo voltará ao normal (com os me$mo$ recur$o$) como se nada tivesse arrasado o planeta - eu conto ou vocês contam?.

O tal anúncio tímido (porque coragem para liderar o processo pós-pandemia está faltando à CBF) pode mudar radicalmente o cenário, por exemplo, do encerramento do Paulista.

Enquanto o presidente da FPF, Reinaldo Carneiro Bastos, articula com os pequenos para a volta dos jogos no dia 25/7, os 4 grandes sinalizaram que só querem jogar em agosto. Os testes físicos e fisiológicos, feitos desde a semana passada, "assustaram" os departamentos médicos. Qualquer volta antes de 30 dias de preparação dos atletas, acreditam, é temerária. E, apesar de os direitos de TV do Paulista serem muito necessários nos caixas, Santos, Palmeiras e São Paulo analisam que terão campeonatos mais importantes no segundo semestre (o Corinthians, que não está na Libertadores, mas que está virtualmente eliminado do Paulista, também prefere se preparar melhor para o Brasileiro e a Copa do Brasil).

Vamos ver como vão reagir as federações?

A verdade é que a atitude negacionista dos dirigentes em relação (pelo menos) aos impactos da pandemia do coronavírus levou a um embate que há tempos deveria ter sido mais bem resolvido: o que fazer com os Estaduais, interrogação???

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.