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ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

Discurso do Papa na Páscoa reforça compromisso de todos, até do esporte

O Papa Francisco durante a benção de Páscoa - Divulgação/Vaticano
O Papa Francisco durante a benção de Páscoa Imagem: Divulgação/Vaticano
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Andrei Kampff é jornalista formado pela PUC-RS e advogado pela UFRGS-RS. Pós graduado e mestrando em Direito Desportivo, é conselheiro do Instituto Ibero Americano de Direito Desportivo e criador do portal Lei em Campo. Trabalha com esporte há 25 anos, tendo participado dos principais eventos esportivos do mundo e viajado por 32 países atrás de histórias espetaculares. É autor do livro "#Prass38".

04/04/2021 15h45

Mais uma vez o Papa Francisco entendeu o momento difícil que vivemos e deu exemplo. No Vaticano praticamente vazio, em função da pandemia, mandou a mensagem mais do que necessária, de que o momento ainda é de isolamento, fé e solidariedade.

"A pandemia está ainda em pleno desenvolvimento; a crise social e econômica é muito pesada, especialmente para os mais pobres", disse o Pontífice

E, mais, colocou a vacina como símbolo da esperança. "Um instrumento essencial nesta luta", disse o Papa Por isso, exorta toda a comunidade internacional a um empenho comum para superar os atrasos na distribuição das doses e facilitar a sua partilha, especialmente com os países mais pobres.

Acreditando ou não em Deus, o que se espera de todos, sempre, é afeto, amor, empatia e solidariedade, ainda mais em um momento como esse.

Se a crise afeta a todos, afeta ainda mais aqueles que tem menos.

Nesses tempos de desesperança, o papa reforça um discurso que o movimento esportivo entendeu como necessário e tem praticado, com atitudes de solidariedade, reforçando seu necessário compromisso social.

Neste intervalo de mais de um ano da pandemia, o esporte tmbém entendeu a sua importância social e uma onda de solidariedade tomou conta do movimento esportivo pelo mundo.

Jogadores abrindo mão de salário na Inglaterra para que empregados de clubes recebessem. A Premier League doando quase um bilhão de libras para as ligas menores. A Fifa e a CBF em campanhas sociais importantes.

Ídolos do esporte como Fernando Alonso, Novak Djokovic, Paul Gasol, entre tantos outros, doaram milhões para ajudar a combater a pandemia. Vários pelo Brasil fazem campanha para doação de cestas básicas, que estão sendo doadas para comunidades carentes.

E como não lembrar do movimento de atletas em combate ao racismo e pela defesa da igualdade, depois da morte de George Floyd?

Ele foi decisivo para fazer o esporte rever regras que limitavam o direito de expressão e se afastavam da necessária defesa da igualdade.

É o esporte entendendo o papel social que tem.

Ele sempre foi um catalisador de transformações sociais pelo mundo.

Ele ajudou na luta contra o racismo, contra a discriminação aos mais pobres, até na abertura democrática brasileira durante os anos da ditadura.

No mundo, muitos são os exemplos de atletas que entenderam que sua força vai muito além de uma pista ou quadra ou campo e que eles podem ser agentes importantes na construção de uma sociedade melhor, menos excludente e mais humana.

Se comprometer com a saúde pública também tem que ser um compromisso do esporte, reforçando que cuidar de si é cuidar do próximo.

Mas vale também para combater todo tipo de preconceito, como homofobia, racismo, misoginia, xenofobia. Nesse drama mundial, o esporte apareceu.

No domingo de Páscoa, que tem como principal mensagem o renascimento e a importância da fé, o esporte reassume papel social que precisa ter.

E essa é uma vitória gigante sobre a desesperança. Assim como a vacina é a esperança de todos em busca de um recomeço.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL