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Presidente da FIFA é investigado por conduta criminosa

Lei em Campo

Andrei Kampff é jornalista formado pela PUC-RS e advogado pela UFRGS-RS. Pós graduado e mestrando em Direito Desportivo, é conselheiro do Instituto Ibero Americano de Direito Desportivo e criador do portal Lei em Campo. Trabalha com esporte há 25 anos, tendo participado dos principais eventos esportivos do mundo e viajado por 32 países atrás de histórias espetaculares. É autor do livro "#Prass38".

30/07/2020 10h24

Por Gabriel Coccetrone

Um promotor foi nomeado este mês para investigar as negociações entre o procurador-geral suíço Michael Lauber e o chefe do futebol mundial, Gianni Infantino. Lauber se ofereceu para renunciar na semana passada, depois que um tribunal concluiu que ele encobriu uma reunião com Infantino e mentiu para os supervisores, enquanto seu escritório investigava a corrupção em torno da FIFA.

Porém, a autoridade que supervisiona os promotores federais da Suíça anunciou na quinta-feira (29) que o promotor especial Stefan Keller (que também solicitou permissão para iniciar um processo contra o procurador-geral) havia encontrado indícios de conduta criminosa relacionada às reuniões. Infantino e Lauber negam qualquer irregularidade.

As informações são da Sky News.

O atual presidente da FIFA está envolvido nas denúncias do Football Leaks, o maior vazamento na história do esporte, revelando transações financeiras "obscuras" no mundo do futebol profissional europeu e expõe os truques fiscais empregados por algumas das maiores estrelas do continente.

Infantino encontrou-se com o Procurador-geral da Suiça, Michael Lauber durante trabalho os trabalhos de investigação do caso. Ele alegou que quis apenas "esclarecer" as autoridades sobre o caso.

Lauber foi afastado de 25 casos envolvendo o escândalo chamado e Fifagate em função desses encontros com Infantino.

Gianni Infantino se tornou presidente da FIFA em 2016, depois de vencer o favorito Sheikh Salman em duas rodadas de votação em Zurique, na Suíça.

Ele substituiu Joseph Blatter, que foi forçado a renunciar ao cargo de presidente da FIFA um ano antes por alegações de corrupção.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL