Julio Gomes

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Alguém precisa dar um jeito de Carlos Miguel ficar no Corinthians

Corinthians e São Paulo ficaram no empate por 2 a 2 em Itaquera. Foi um jogão no primeiro tempo, um pouco menos no segundo. O São Paulo mostrou ter mais time e mais recursos, mas não conseguiu vencer a segunda seguida no estádio corintiano por uma razão muito simples: Carlos Miguel.

Foram seis defesas, uma delas simplesmente espetacular no segundo tempo, após toque para o gol de Michel Araújo. Uma das defesas do ano. Carlos Miguel ainda reconquistou a Fiel com o empurrão que deixou Calleri no chão, após um bate-boca daqueles idiotas que são a marca do futebol brasileiro. O goleiro deveria ter sido expulso, mas ficou só com o amarelo.

Eu fiquei até com a impressão de que ele queria o vermelho, pelo jeito que foi para cima de Luciano na sequência da confusão. Será que ele sabe que este foi o último jogo pelo Corinthians? Pode ser só maluquice do colunista. O fato é que Carlos Miguel ficou em campo e ajudou o Corinthians a segurar o empate, depois de ficar com um homem a menos.

Carlos Miguel é um goleiro de garantias. Alto, rápido, com grande reflexo, personalidade. É a cara do Corinthians. O Corinthians precisa dele. E, se ele ficar, não tenho dúvidas que logo logo aparecerá em alguma convocação da seleção brasileira. As chances desse cara estar na Copa de 2026 são muito maiores ficando no Corinthians do que indo para o Nottingham Forest ou algum outro timeco da Inglaterra.

Alguém precisa dar um jeito de convencer o rapaz. Que subam o salário, o tempo de contrato, a multa, que deem um jeito. O devastado Corinthians não pode perder um goleiro como esse. E Carlos Miguel não pode perder a chance de escrever história em um clube como o Corinthians. Não tem dinheiro que compre isso. E, do jeito que ele é bom, pode ficar tranquilo que chegará alguma outra chance de ir para a Europa no futuro próximo.

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Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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