Julio Gomes

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Alisson mostra as duas caras. O problema não é o gol, é ter de falar dele

O Brasil empatou com os Estados Unidos por 1 a 1, em amistoso disputado em Orlando. Foi um jogo aberto, que poderia ter ido para qualquer lado. Essa é a cara da seleção brasileira dos últimos tantos anos: qualquer jogo pode ir para qualquer lado. O Brasil atacou mais, Rodrygo teve grande atuação, a vitória teria sido justa. Mas...

O fato é que o Brasil empatou contra uma seleção que acabou de apanhar de 5 da Colômbia, que está no mesmo grupo da seleção na Copa América. É claro que não é animador, o resultado. Foram muitas chances cedidas a um adversário que pareceu ser em campo melhor do que efetivamente é.

Muito vai se falar de Alisson. O gol de Pulisic saiu de uma infração na entrada da área - uma falta besta de João Gomes, que poderia ter recebido segundo amarelo e sido expulso no lance. Uma falta cobrada no canto de Alisson, uma bola defensável. Quem não gosta do goleiro, aproveitará a chance para bradar contra a presença dele no gol da seleção.

Eu vou na contramão. Gosto muito de Alisson e acho o melhor goleiro brasileiro da sua geração, um dos grandes da história na posição. O gol era defensável, mas foi um chute forte, rasteiro e de muito perto. Teria sido uma defesaça. Eu fico com a outra cara de Alisson. A defesa monstruosa que ele fez em um mano a mano com Pulisic, no segundo tempo. Bola rasteira e forte, tempo de reação mínimo, reflexo, braço duro, foi uma defesa simplesmente extraordinária. Alisson fez outras boas defesas e acabou sendo importante no segundo tempo.

Alisson mostrou as duas caras. Toma alguns gols que as pessoas acham que não poderiam ser tomados nunca. E faz defesas que calam bocas. Eu, repito, fico com a defesa impossível. Acho Alisson um goleiro de garantias. A seleção brasileira tem outros problemas maiores a resolver. Como as chances em profusão que nos fazem falar de Alisson.

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Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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