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OPINIÃO

Vinte anos depois, um goleiro volta a fazer do Real Madrid 'Rei da Europa'

Courtois, do Real Madrid, fez boas defesas durante o primeiro tempo da final da Liga dos Campeões Imagem: David S. Bustamante/Socrates/Getty Images
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Julio Gomes

28/05/2022 18h34

O Real Madrid simplesmente não perde finais de Champions League. Aconteceu pela última vez 41 anos atrás e, desde então, são oito títulos em oito decisões. Na deste sábado, contra o Liverpool, o grande herói foi Courtois.

A decisão do Stade de France vai entrar para a história, aqui no Brasil, pelo gol da vitória, marcado por Vinícius Jr. Quando o Madrid ganhou a "nona", em 2002, entrou para a história o gol épico de Zidane contra o Bayer Leverkusen. Naquela ocasião, poucos se lembram do tamanho do jogo feito por um jovem Casillas, de 21 anos de idade, que era reserva, entrou devido à contusão de Cezar e fez defesas milagrosas.

Hoje, Courtois fechou o gol e simplesmente não permitiu ao Liverpool marcar, apesar das tantas chances criadas. Foi uma final claramente marcada pela diferença física entre as equipes. O Real Madrid já é campeão espanhol há um mês e foi dosando minutos de seus titulares desde então. Já o Liverpool jogou todas as partidas possíveis na temporada, chegou a finais das duas Copas inglesas e disputou a Premier League com o Manchester City até o último minuto, no domingo passado.

O Liverpool dominou, mas nunca conseguiu imprimir aquele ritmo alucinante de Premier League. Thiago, baleado, fez um bom primeiro tempo, mas foi caindo de rendimento e demorou para ser substituído por Klopp. É apenas um exemplo de um jogador que não conseguiu atuar no ritmo necessário. Já Tony Kroos, que passou boa parte da temporada se arrastando, voou na decisão.

Mesmo com tais características, o Liverpool exigiu quatro milagres de Courtois, dois em cada tempo. E levou o gol do jeito que se esperava que levasse: com Vinícius Jr aproveitando as costas de Alexander-Arnold, após cruzamento de Valverde - o uruguaio foi um monstro na partida.

O Real Madrid jogou pior que o PSG, que o Chelsea, que o City e que o Liverpool. Mas ganhou de todos eles. É o Rei da Europa.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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