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Julio Gomes

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Galo melhora, mas pontos 'de campeão' ficam pelo caminho

Eric Ramires e Nacho Fernández disputam a bola em Bragantino x Atlético-MG, jogo do Campeonato Brasileiro - Diogo Reis/AGIF
Eric Ramires e Nacho Fernández disputam a bola em Bragantino x Atlético-MG, jogo do Campeonato Brasileiro Imagem: Diogo Reis/AGIF
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Julio Gomes

Julio Gomes é jornalista esportivo desde que nasceu. Mas ganha para isso desde 1998, quando começou a carreira no UOL, onde foi editor de Esporte e trabalhou até 2003. Viveu por mais de 5 anos na Europa - a maior parte do tempo em Madrid, mas também em Londres, Paris e Lisboa. Neste período, estudou, foi correspondente da TV e Rádio Bandeirantes e comentarista do Canal+ espanhol, entre outras publicações europeias. Após a volta para a terrinha natal, foi editor-chefe de mídias digitais e comentarista da ESPN e também editor-chefe da BBC Brasil. Já cobriu cinco Copas do Mundo e, desde 2013, está de volta à primeira das casas.

11/05/2022 22h59

Pela tabela que tinha, o Atlético-MG deveria chegar ao jogo desta noite, contra o Red Bull Bragantino, com 15 pontos em 15 possíveis, deixando Palmeiras e Flamengo, os principais concorrentes, lá para trás no Brasileiro. Não foi o caso. Hoje era dia de recuperar alguns destes pontos perdidos com uma vitória "improvável" - ou, em outras palavras, uma vitória de time campeão.

Também não foi o caso. Mas o Galo jogou bem no segundo tempo.

Não é possível falar do jogo sem destacar um lance crucial no primeiro tempo. O Red Bull já vencia por 1 a 0, o Atlético chegou à frente e teve um pênalti marcado pelo árbitro, com expulsão de Léo Ortiz (evitou o gol com o braço, na linha do gol). Depois de 6 minutos de enrolação, o VAR chamou Bráulio Machado para dizer que havia impedimento de Arana no lance.

Sim, é verdade, Arana estava adiantado. Mas o chute de Guga de fora da área, que parou em Arana, foi desviado de forma proposital por Hurtado. Uma jogada que obviamente anula o impedimento (o jogador atacou a bola), mas não foi a interpretação dos árbitros de campo e vídeo. Ali, ainda com menos de 20 minutos jogados, o Galo empataria (provavelmente) e ficaria com um um homem a mais. Era vitória quase certa.

Dito isso, o Atlético voltou bem ao segundo tempo, encontrou o empate com Nacho e teve muitas ocasiões para virar - não cedeu uma finalização sequer ao time da casa. Ali, finalmente, o Atlético foi Atlético.

Com Turco Mohamed, apesar dos títulos (de menor relevância) nos primeiros meses do ano, o Atlético mostra-se um time mais espaçado e vulnerável do que no ano passado. E que ataca com menos volume e velocidade. Sinceramente, não estava pintando nada bem a temporada do Galo.

O resultado em Bragança, em teoria, não é ruim. E o desempenho do segundo tempo deixa alguma esperança de melhora. Mas, até agora, o Atlético não fez o que times campeões costumam fazer. Veremos se vai, de fato, se encontrar ou se a sombra de Cuca ficará do tamanho do Mineirão.