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Julio Gomes

Virada épica e rodada perfeita deixam o Inter muito perto do impossível

Abel Hernández comemora gol de empate do Internacional diante do Grêmio - Pedro H. Tesch/AGIF
Abel Hernández comemora gol de empate do Internacional diante do Grêmio Imagem: Pedro H. Tesch/AGIF
Julio Gomes

Julio Gomes é jornalista esportivo desde que nasceu. Mas ganha para isso desde 1998, quando começou a carreira no UOL, onde foi editor de Esporte e trabalhou até 2003. Viveu por mais de 5 anos na Europa - a maior parte do tempo em Madrid, mas também em Londres, Paris e Lisboa. Neste período, estudou, foi correspondente da TV e Rádio Bandeirantes e comentarista do Canal+ espanhol, entre outras publicações europeias. Após a volta para a terrinha natal, foi editor-chefe de mídias digitais e comentarista da ESPN e também editor-chefe da BBC Brasil. Já cobriu cinco Copas do Mundo e, desde 2013, está de volta à primeira das casas.

24/01/2021 18h11

Depois de 11 Gre-Nais de sofrimento, depois de um mês de novembro trágico, saída de técnico, processo eleitoral sanguinário, o Internacional está a poucos passos do que parecia impossível. O Inter está muito perto de um título que não conquista desde o ano em que nasci, 1979.

Com o empate do São Paulo e as derrotas de Atlético-MG, Flamengo e Palmeiras, a rodada foi perfeita para o Inter. Agora são oito vitórias consecutivas, 62 pontos na tabela e uma vantagem que se alarga. Não é que se alarga para um ou outro. Se alarga diante de todos.

Vitórias como as deste domingo são aquelas fáceis para identificar a "sorte do campeão". É mais que sorte, logicamente. É trabalho, competência, perseverança. Mas tem que ter sorte. A bola que bate aqui e entra, o chute que sai um pouquinho pro lado e encontra o bração aberto de Kannemann aos 50min do segundo tempo, no último giro do relógio.

O Inter havia feito um grande primeiro tempo, com intensidade, empurrando o Grêmio. Novamente se apoiando em Patrick, esse motor que não para nunca e, para mim, é o grande jogador deste Inter. Mas não fez o gol. E no segundo tempo, para variar, o Grêmio cresceu muito. O gol tricolor era questão de tempo e saiu em um contra ataque muito bem executado, com assistência de Diego Souza e finalização de Jean Pyerre.

Abelão fez mudanças, o Inter melhorou, mas não tinha a menor pinta de que chegaria ao empate. Chegou! Em um cruzamento de Cuesta (!) na cabeça de Abel Hernández (!!), que havia acabado de entrar. O empate já estava espetacular para o Inter, dado o resto de acontecimentos da rodada. Mas veio a virada, de pênalti, de forma dramática. Edenílson é o herói que quebra a série de 11 Gre-Nais seguidos sem vitórias coloradas.

Mais uma vez, o Grêmio foi dominado no primeiro tempo e cresceu no segundo. Foi assim contra o Palmeiras, indo buscar o empate. Foi assim também contra o Atlético, buscando o 1 a 1. E neste domingo, contra o maior rival, a história de repetiu. Em 100 dias, ou seja, três meses e meio, o Grêmio havia perdido só uma partida, aqueles 4 a 1 para o Santos, na Libertadores.

É duro ganhar do Grêmio! É coisa realmente de time campeão. O Inter está com toda a pinta. Dizem que o Gre-Nal é um campeonato à parte. O de hoje pode valer dois.