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Julio Gomes

Será que os jogadores do São Paulo entendem a agonia do torcedor?

Lance do jogo entre São Paulo e Athletico-PR, na Arena da Baixada, pelo Brasileirão - Robson Mafra/AGIF
Lance do jogo entre São Paulo e Athletico-PR, na Arena da Baixada, pelo Brasileirão Imagem: Robson Mafra/AGIF
Julio Gomes

Julio Gomes é jornalista esportivo desde que nasceu. Mas ganha para isso desde 1998, quando começou a carreira no UOL, onde foi editor de Esporte e trabalhou até 2003. Viveu por mais de 5 anos na Europa - a maior parte do tempo em Madrid, mas também em Londres, Paris e Lisboa. Neste período, estudou, foi correspondente da TV e Rádio Bandeirantes e comentarista do Canal+ espanhol, entre outras publicações europeias. Após a volta para a terrinha natal, foi editor-chefe de mídias digitais e comentarista da ESPN e também editor-chefe da BBC Brasil. Já cobriu cinco Copas do Mundo e, desde 2013, está de volta à primeira das casas.

17/01/2021 17h53

O São Paulo foi - ou autoentitulou-se - soberano naqueles tempos de tri brasileiro, finais de Libertadores, etc. O último título brasileiro foi conquistado em 2008. O paulista, em 2005. O último título? A Sul-Americana de 2012. A fila vai crescendo. O torcedor está agoniado, sente-se humilhado, vê Palmeiras, Corinthians e Santos fazerem mais, muito mais.

Eu sinceramente me questiono se os jogadores do São Paulo, ou pelo menos a maioria deles, entendem isso. Se conhecem o sentimento, se têm algum tipo de empatia.

Não é o que parece, quando assistimos a estas últimas partidas do Brasileiro. Neste domingo, no empate contra o Athletico, foi marcante a falta de intensidade, de pegada, de raiva, até.

Caramba, não estamos na pré-temporada, apesar de ser janeiro. Nem na quinta rodada do campeonato. Não é hora de poupar energia ou algo do tipo. É a hora de dar tudo, a reta final de um campeonato que o São Paulo não vence há muito tempo. São jogos para serem vencidos na marra.

O São Paulo não está jogando bola e não está se matando para compensar, na garra, o que não está dando certo tática ou tecnicamente. A ausência de Luciano é emblemática. Além de artilheiro, é o jogador mais aguerrido do time. Está faltando o espírito de Luciano, não só os gols.