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Julio Gomes

Neymar joga mal, PSG perde do United com mesmos problemas de sempre

Neymar durante a partida entre PSG e Manchester United, na estreia da Liga dos Campeões - UEFA via Getty Images
Neymar durante a partida entre PSG e Manchester United, na estreia da Liga dos Campeões Imagem: UEFA via Getty Images
Julio Gomes

Julio Gomes é jornalista esportivo desde que nasceu. Mas ganha para isso desde 1998, quando começou a carreira no UOL, onde foi editor de Esporte e trabalhou até 2003. Viveu por mais de 5 anos na Europa - a maior parte do tempo em Madrid, mas também em Londres, Paris e Lisboa. Neste período, estudou, foi correspondente da TV e Rádio Bandeirantes e comentarista do Canal+ espanhol, entre outras publicações europeias. Após a volta para a terrinha natal, foi editor-chefe de mídias digitais e comentarista da ESPN e também editor-chefe da BBC Brasil. Já cobriu cinco Copas do Mundo e, desde 2013, está de volta à primeira das casas.

20/10/2020 18h41

O Paris Saint-Germain começou mal, muito mal, a Liga dos Campeões 20/21. Derrota em casa para o Manchester United por 2 a 1 e problemas repetidos.

As finais de agosto, na bolha de Lisboa, expuseram um time extremamente dependente da genialidade de dois craques (Neymar e Mbappé) e com problemas nas laterais e, especialmente, na criação pelo meio.

A criação voltou a funcionar muito mal nesta terça. Danilo, que veio do Porto, fez o papel de primeiro volante. Até aí, OK, ainda que seja difícil criar muita coisa sem que o volante participe da construção. Ander Herrera e Gueyé voltaram a fracassar no papel de municiar o trio ofensivo. Os laterais, Florenzi (que acaba de chegar) e Kurzawa, não são exatamente construtores.

Com um time quebrado em dois, o Paris nada conseguiu fazer no primeiro tempo. Neymar vai voltando, voltando, voltando para receber bolas e vira uma presa fácil para qualquer sistema bem armado. Fica longe demais do gol. E Neymar não esteve em um bom dia, diga-se.

De um craque como ele, sempre sai um drible, um grande passe, alguma coisa boa. Mas foi um daqueles jogos em que estava mais no modo encrenqueiro-nervosinho do que no modo destruidor. É a frustração, está claro, além da falta de talento em volta.

No segundo tempo, o técnico Tuchel tirou Gueyé, trouxe Mbappé para a esquerda, deixou Di María mais perto de Neymar e colocou no ataque o jovem italiano Kean, de 20 anos, emprestado pelo Everton.

Por 15 minutos, o Paris finalmente conseguiu criar e chegar com volume ao ataque. Empatou em um lance fortuito (gol contra de cabeça de Martial), mas poderia ter virado e reclamou de dois pênaltis (eu não daria nenhum).

Mas o United conseguiu encontrar as soluções, fortaleceu o meio de campo com a entrada de Pogba e voltou a "adormecer" o jogo. Neymar desapareceu de novo entre muitos adversários, Di María estava no "dia ruim" e os defeitos voltaram a ficar expostos.

No fim, o United ganhou o prêmio pelo bom jogo com o gol de Rashford.

O grupo, de repente, virou uma casca de banana. O RB Leipzig, semifinalista da última Champions, ganhou e já tem três pontos, como o United. O Paris viaja à Turquia para enfrentar o Istambul Basaksehir na semana que vem com a obrigação de ganhar, senão pode se complicar.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL