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Julio Gomes

Barcelona goleia, mas a notícia está fora de campo: Griezmann, o problema

Messi marcou o primeiro gol da partida entre Barcelona e Ferencváros - Alex Caparros/Getty Images
Messi marcou o primeiro gol da partida entre Barcelona e Ferencváros Imagem: Alex Caparros/Getty Images
Julio Gomes

Julio Gomes é jornalista esportivo desde que nasceu. Mas ganha para isso desde 1998, quando começou a carreira no UOL, onde foi editor de Esporte e trabalhou até 2003. Viveu por mais de 5 anos na Europa - a maior parte do tempo em Madrid, mas também em Londres, Paris e Lisboa. Neste período, estudou, foi correspondente da TV e Rádio Bandeirantes e comentarista do Canal+ espanhol, entre outras publicações europeias. Após a volta para a terrinha natal, foi editor-chefe de mídias digitais e comentarista da ESPN e também editor-chefe da BBC Brasil. Já cobriu cinco Copas do Mundo e, desde 2013, está de volta à primeira das casas.

20/10/2020 17h50

Antoine Griezmann é campeão do mundo. Foi um dos grandes jogadores do planeta em 2018. Teve grandes anos no Atlético de Madrid. Foi contratado a peso de ouro pelo Barcelona.

Antoine Griezmann não jogou nada com Valverde. Não jogou nada com Setién. Não jogou nada com Koeman. Está no banco do Barcelona.

Não encaixa, simplesmente não encaixa. E virou um problema, não a solução que se esperava. Porque a diretoria esperava que, com técnico novo e sem Suárez, fosse encontrado o lugar de Griezmann no time e no clube. Logo de cara, início da temporada, já sabemos que não é o caso.

A estreia do Barça na Liga dos Campeões da Europa foi protocolar. Goleada por 5 a 1 sobre o Ferencvaros, da Hungria, sem muito brilho e com alguma emoção - o gol dos húngaros saiu de pênalti, em lance que acabou em expulsão direta de Piqué, o jogou ficou 3 a 1 e teve certa emoção. Mas durou pouco.

O nome da partida foi Ansu Fati, um garoto que vai se consolidando como futuro do clube. Fez um gol (passe maravilhoso de De Jong) e deu uma assistência espetacular para o terceiro, marcado por Philippe Coutinho.

Mas a notícia não estava em campo. Griezmann passou 90 minutos no banco, de máscara e com cara de poucos amigos. Koeman fez cinco substituições e nenhuma delas significou a entrada do francês em campo. Os que entraram, Pedri e Dembélé, fizeram quarto e quinto gols.

Griezmann custou caro (120 milhões de euros) e, em tempos de pandemia, é difícil imaginar que alguém queira pagar o mesmo por ele. Vai ficar no banco? Pelo jeito, vai. Sábado tem clássico contra o Real Madrid e é muito difícil imaginar que o francês estará em campo.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL