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Sorte, afinal, sorri para Fernando Diniz

Claudinho lamenta pênalti perdido durante São Paulo x Red Bull Bragantino - Bruno Ulivieri/AGIF
Claudinho lamenta pênalti perdido durante São Paulo x Red Bull Bragantino Imagem: Bruno Ulivieri/AGIF
Julio Gomes

Julio Gomes é jornalista esportivo desde que nasceu. Mas ganha para isso desde 1998, quando começou a carreira no UOL, onde foi editor de Esporte e trabalhou até 2003. Viveu por mais de 5 anos na Europa - a maior parte do tempo em Madrid, mas também em Londres, Paris e Lisboa. Neste período, estudou, foi correspondente da TV e Rádio Bandeirantes e comentarista do Canal+ espanhol, entre outras publicações europeias. Após a volta para a terrinha natal, foi editor-chefe de mídias digitais e comentarista da ESPN e também editor-chefe da BBC Brasil. Já cobriu cinco Copas do Mundo e, desde 2013, está de volta à primeira das casas.

09/09/2020 21h11

Fernando Diniz é um técnico que desperta paixão e ódio, defesas exageradas e ataques igualmente além do limite. Mas uma coisa une quem ama e quem odeia: todos admitem que Diniz é dos sujeitos mais azarados do futebol brasileiro.

É inacreditável a quantidade de jogos em que seus times jogam melhor, muito melhor até, e acabam perdendo. É bola na trave, gol feito perdido, milagre de goleiro, impedimento milimétrico... e aí, pumba. Gol do outro.

Nesta quarta, no Morumbi, a sorte sorriu para Diniz, afinal. Só mesmo assim podemos explicar o empate entre São Paulo e Red Bull Bragantino, com dois pênaltis perdidos pelo time do interior.

O primeiro tempo foi um bom jogo de futebol, raro no Brasileirão. Partida com ritmo, intensidade, lá e cá, dois times a fim de jogo e de bola. Antes víssemos mais partidas como os 45 minutos iniciais no Morumbi. Faltou, para ambos, o passe final mais caprichado para que mais chances de gol fossem criadas.

O São Paulo foi melhor neste primeiro tempo frenético, mas o Red Bull voltou mais organizado no segundo tempo e passou a aproveitar bem os espaços deixados pelo adversário. Sempre com Arthur, um jogador que o Palmeiras vendeu de forma inexplicável. Fez o 1 a 0, perdeu pênalti (Claudinho chutou para fora) e ainda teve mais uma chance clara em um 3 contra 2.

O São Paulo, atrás no placar, não conseguia criar nada, não chegava nem perto do gol adversário. Era uma presa fácil para os contra ataques do Bragantino.

E aí, do nada, chega ao empate em um dos gols mais idiotas do ano. Lançamento-chutão para frente, zagueiros e goleiro do Red Bull no famoso "deixa que eu deixo", toque de Helinho e gol de Luciano.

Ainda deu tempo de o Bragantino acertar o travessão em uma falta. E Arthur chutar um pênalti na trave já nos acréscimos.

Já perdi as contas de quantas vezes escrevi que o time de Diniz merecia a vitória, mas inexplicavelmente havia ficado sem ela. Hoje, merecia a derrota. Inexplicavelmente, saiu com um ponto.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL