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Julio Gomes

Eles não estavam em 2014 e agora têm a chance de desafiar uma máquina alemã

Di María e Neymar celebram vaga na final da Liga dos Campeões - Reprodução/Instagram
Di María e Neymar celebram vaga na final da Liga dos Campeões Imagem: Reprodução/Instagram
Julio Gomes

Julio Gomes é jornalista esportivo desde que nasceu. Mas ganha para isso desde 1998, quando começou a carreira no UOL, onde foi editor de Esporte e trabalhou até 2003. Viveu por mais de 5 anos na Europa - a maior parte do tempo em Madrid, mas também em Londres, Paris e Lisboa. Neste período, estudou, foi correspondente da TV e Rádio Bandeirantes e comentarista do Canal+ espanhol, entre outras publicações europeias. Após a volta para a terrinha natal, foi editor-chefe de mídias digitais e comentarista da ESPN e também editor-chefe da BBC Brasil. Já cobriu cinco Copas do Mundo e, desde 2013, está de volta à primeira das casas.

22/08/2020 04h00

Eles escaparam do vexame. Do maior de todos. O 7 a 1. Ou será que não teria havido vexame? Nunca saberemos o que teria sido daquela semifinal de Copa do Mundo, seis anos atrás, se Neymar e Thiago Silva tivessem ido a campo.

E a final então? Uau. Se a Argentina quase ganhou o jogo sem Di María, que vinha sendo o melhor jogador da Copa até se lesionar nas quartas de final... O que teria sido com ele?

No futebol, o "se" não existe, dizem. Mas qual a graça da vida se ficarmos eliminando todos os "ses"?

O fato é que a máquina alemã de 2014 meteu 7 no Brasil sem Neymar e Thiago Silva. E deu um jeito de ganhar da Argentina na final, chegando ao tetracampeonato do mundo.

Algumas peças importantes daquela máquina estarão em campo na final da Liga dos Campeões, neste domingo. Thomas Muller, Neuer e Boateng jogaram no 7 a 1 e estarão diante Neymar, Thiago Silva e Di María. Klose, que estava em campo, agora é auxiliar do técnico do Bayern, Hansi Flick, que, por sua vez, auxiliava Joachim Low no Mineirão.

Os 8 a 2 do Bayern sobre o Barcelona, nas quartas de final, e os 42 gols em 10 jogos nesta edição da Champions League fazem com que a máquina atual nos lembre de tudo o que aconteceu em 2014. O futebol alemão nunca deixou a peteca cair, é cada vez mais forte e consistente.

É claro que o tempo passou e que, apesar dos atores já citados, outros tantos não estavam naquele palco. Neymar terá Mbappé ao seu lado (e não Fred).

Sim, muita coisa é diferente. E algumas nos mostram semelhanças e espaço para reivindicação. A história não pode ser reescrita. Mas por que não podemos imaginar?

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL