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Julio Gomes

Técnico, assistente e três jogadores do Bayern também estavam no 7 a 1

Thomas Muller abriu a contagem das duas goleadas históricas: o 7 a 1 sobre o Brasil e o 8 a 2 sobre o Barcelona - REUTERS/Rafael Marchante
Thomas Muller abriu a contagem das duas goleadas históricas: o 7 a 1 sobre o Brasil e o 8 a 2 sobre o Barcelona Imagem: REUTERS/Rafael Marchante
Julio Gomes

Julio Gomes é jornalista esportivo desde que nasceu. Mas ganha para isso desde 1998, quando começou a carreira no UOL, onde foi editor de Esporte e trabalhou até 2003. Viveu por mais de 5 anos na Europa - a maior parte do tempo em Madrid, mas também em Londres, Paris e Lisboa. Neste período, estudou, foi correspondente da TV e Rádio Bandeirantes e comentarista do Canal+ espanhol, entre outras publicações europeias. Após a volta para a terrinha natal, foi editor-chefe de mídias digitais e comentarista da ESPN e também editor-chefe da BBC Brasil. Já cobriu cinco Copas do Mundo e, desde 2013, está de volta à primeira das casas.

15/08/2020 04h00

Resumo da notícia

  • Cinco profissionais participaram de duas das goleadas mais marcantes da história
  • No 7 a 1, Klose virou o maior artilheiro das Copas. Hoje é auxiliar de Flick no Bayern
  • Thomas Muller jogou os 90min e abriu o placar das duas humilhações

Cinco caras estavam em campo - ou na lateral do campo - em duas das maiores humilhações já vistas no futebol mundial: os 7 a 1 da Alemanha para cima do Brasil, na semifinal da Copa do Mundo de 2014, e os 8 a 2 do Bayern de Munique contra o Barcelona, ontem, pelas quartas de final da Liga dos Campeões da Europa.

O 7 a 1 é a página mais triste da história do futebol brasileiro. E o Barcelona, em uma era global do jogo, em que o mundo inteiro está assistindo às partidas da Champions League, foi ridicularizado de maneira inesquecível. O 8 a 2 do Estádio da Luz é o equivalente ao 7 a 1 para os catalães.

Como estamos falando de Alemanha e Bayern de Munique e de dois eventos separados no tempo por apenas seis anos, era de se esperar que alguns personagens estivessem nas duas partidas.

Hansi Flick, técnico do Bayern, era em 2014 o primeiro assistente de Joachim Low, que segue sendo até hoje o técnico da seleção alemã. Flick foi braço direito de Low de 2006 até o título mundial, depois disso se transformou em diretor esportivo da Federação Alemã. Em 2019, foi trabalhar no Bayern como assistente de Niko Kovac, que seria demitido em novembro. Acabou efetivado e, desde então, o clube ganhou 31 de 34 jogos - já tem contrato para ser treinador do Bayern até 2023.

Flick estava sentado no banco do Mineirão e, seis anos depois, na Luz. Em sua equipe atual de assistentes está Miroslav Klose, o maior artilheiro da história das Copas. Klose começou a trabalhar na comissão técnica do Bayern recentemente, depois de dois anos treinando o sub-17. Ele esteve em campo por 58min no Mineirão e marcou o segundo gol da Alemanha - quebrando o recorde de Ronaldo. Klose aposentou-se dos gramados logo após aquele Mundial.

Outros três jogadores estavam no campo no 7 a 1 e também atuaram ontem no 8 a 2: Manuel Neuer, Jerome Boateng e Thomas Muller.

O zagueiro Boateng jogou os 90min no Mineirão e, ontem, foi substituído aos 31min do segundo tempo. O goleiro Neuer e o atacante Muller atuaram o tempo todo nos dois jogos.

Thomas Muller abriu as duas goleadas e ainda marcou um segundo gol contra o Barcelona, sendo eleito o melhor em campo pela Uefa. O jogador, que completa 31 anos sem setembro, foi um dos que renasceram desde que Flick assumiu o comando técnico. Muller vinha de temporadas discretas, mas se reencontrou em campo, é um jogador dinâmico, versátil e que se transformou no parceiro perfeito para o artilheiro Lewandowski.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL