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Julio Gomes


Corinthians e Paulistão, um caso de amor

Jô domina a bola em frente a adversário durante Bragantino x Corinthians, no Paulistão - Reprodução/Premiere FC
Jô domina a bola em frente a adversário durante Bragantino x Corinthians, no Paulistão Imagem: Reprodução/Premiere FC
Julio Gomes

Julio Gomes é jornalista esportivo desde que nasceu. Mas ganha para isso desde 1998, quando começou a carreira no UOL, onde foi editor de Esporte e trabalhou até 2003. Viveu por mais de 5 anos na Europa - a maior parte do tempo em Madrid, mas também em Londres, Paris e Lisboa. Neste período, estudou, foi correspondente da TV e Rádio Bandeirantes e comentarista do Canal+ espanhol, entre outras publicações europeias. Após a volta para a terrinha natal, foi editor-chefe de mídias digitais e comentarista da ESPN e também editor-chefe da BBC Brasil. Já cobriu cinco Copas do Mundo e, desde 2013, está de volta à primeira das casas.

30/07/2020 21h03

Quando o futebol parou, o Corinthians estava virtualmente eliminado do Paulistão - tudo se encaminhava para um vexame histórico. Menos de um mês depois, o Corinthians está na semifinal e será uma surpresa bizarra se não for finalista - enfrenta o Mirassol.

É o caso de amor do tricampeão (e maior campeão) com o Paulistão. Tem quem chame de Paulistinha (eu não). O Corinthians ganhava Paulista em épocas de vacas magras, ganhava em época de vacas gordas, ganha com time bom, com time ruim.

O time estava cinco pontos atrás do Guarani, já nem contava com a classificação. Mas aí ganhou o dérbi, com atuação magnífica de Cássio evitando o empate. Viu o Bugre perder do Botafogo e, depois, do time reserva do São Paulo. Jogou para o gasto e bateu o Oeste.

E, nesta quinta, não jogou para o gasto, não. Fez uma partidaça contra o Red Bull Bragantino, time arrumado, de melhor campanha da fase anterior e que pintava como candidato ao título. É claro que tudo fica mais fácil quando o goleiro rival leva o frango que Júlio César levou no primeiro minuto da partida.

Mas o segundo tempo do Corinthians foi coisa séria. Defendendo-se bem, como já é tradição, saindo com velocidade e já explorando as boas características de Jô. Mesmo fora de forma, jogador bom é jogador bom. Jô foi o cara do Galo campeão da Libertadores, o cara do Corinthians campeão nacional com Carille, ele sabe muito bem jogar bola - faz diferença.

Na hora H, o time faz seu melhor jogo com Tiago Nunes. E agora enfrenta o Mirassol. Aquele mesmo que perdeu 18 jogadores na parada da pandemia, que ia só fazer figuração no mata-mata - mas que acabou ganhando do São Paulo de Diniz.

Alguém imagina o Corinthians fora da final? Alguém imagina alguma final de Paulistão sem o Corinthians?

Julio Gomes