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Julio Gomes


Julio Gomes

Sem Dudu, Palmeiras perde a chave de seu jogo e precisa se reinventar

Dudu comemora gol pelo Palmeiras em jogo contra o Guarani, em fevereiro de 2020, no Allianz Parque - Daniel Vorley/AGIF
Dudu comemora gol pelo Palmeiras em jogo contra o Guarani, em fevereiro de 2020, no Allianz Parque Imagem: Daniel Vorley/AGIF
Julio Gomes

Julio Gomes é jornalista esportivo desde que nasceu. Mas ganha para isso desde 1998, quando começou a carreira no UOL, onde foi editor de Esporte e trabalhou até 2003. Viveu por mais de 5 anos na Europa - a maior parte do tempo em Madrid, mas também em Londres, Paris e Lisboa. Neste período, estudou, foi correspondente da TV e Rádio Bandeirantes e comentarista do Canal+ espanhol, entre outras publicações europeias. Após a volta para a terrinha natal, foi editor-chefe de mídias digitais e comentarista da ESPN e também editor-chefe da BBC Brasil. Já cobriu cinco Copas do Mundo e, desde 2013, está de volta à primeira das casas.

24/07/2020 04h00

O que será do Palmeiras sem Dudu? De cara, a resposta é fácil: será um time pior. A não ser que venha para o lugar dele alguém de nível igual ou superior - e que encaixe. Não virá. Até porque dá para contar com os dedos de uma mão jogadores de nível igual ou superior ao de Dudu nos últimos anos no futebol brasileiro.

O Palmeiras perde não só seu melhor jogador tecnicamente. Perde o jogador que determinava o jeito de encontrar vitórias, o ponto central tático. E isso independente do técnico da vez, de Felipão a Luxemburgo. De forma bem resumida, a grande jogada do Palmeiras nos últimos anos foi a bola larga encontrando Dudu para resolver as coisas lá na frente.

A falta de Dudu foi muito sentida já no dérbi contra o Corinthians, quarta. É claro que ainda é tudo muito recente e precisamos de um punhado de jogos para entender que soluções o técnico palmeirense vai tentar encontrar.

É a hora de Luxa, a hora de mostrar que ainda tem lenha para queimar. A hora de ser criativo, de usar da melhor forma as peças que tem e de elevar o nível dos que ficaram. Porque quando sai um cara tão importante de qualquer time, cabe aos outros assumir novas responsabilidades - e, ao técnico, abrir os caminhos.

O Palmeiras fez um bom segundo tempo contra o Corinthians e teria empatado ou até virado, não fosse Cássio. Foi só um jogo, como eu já disse, mas foi possível ver com Rony é outro tipo de jogador e como faltou justamente alguém para buscar o um contra um e os espaços que Dudu encontrava. Faltou o cara para tomar as melhores decisões.

Não estou aqui falando que Dudu é Messi. Apenas que foi o jogador central do time por anos. A substituição vai além da técnica, não é simples. É preciso repensar o time inteiro taticamente.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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