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Julio Gomes


Atalanta é a Cinderela da vez na Champions League

Hans Hateboer comemora seu gol pelo Atalanta en partida contra Valencia pela Liga dos Campeões - REUTERS/Daniele Mascolo
Hans Hateboer comemora seu gol pelo Atalanta en partida contra Valencia pela Liga dos Campeões Imagem: REUTERS/Daniele Mascolo
Julio Gomes

Julio Gomes é jornalista esportivo desde que nasceu. Mas ganha para isso desde 1998, quando começou a carreira no UOL, onde foi editor de Esporte e trabalhou até 2003. Viveu por mais de 5 anos na Europa - a maior parte do tempo em Madrid, mas também em Londres, Paris e Lisboa. Neste período, estudou, foi correspondente da TV e Rádio Bandeirantes e comentarista do Canal+ espanhol, entre outras publicações europeias. Após a volta para a terrinha natal, foi editor-chefe de mídias digitais e comentarista da ESPN e também editor-chefe da BBC Brasil. Já cobriu cinco Copas do Mundo e, desde 2013, está de volta à primeira das casas.

19/02/2020 18h54

Ano sim, ano também, o mata-mata da Liga dos Campeões da Europa nos apresenta um "queridinho". Aquele time mais fraco, que todos sabem que não será campeão, que vive seu momento mágico entre os grandes.

A Cinderela da vez é a Atalanta. Com a goleada por 4 a 1 sobre o Valencia, o time do técnico Gian Piero Gasperini está com um pé nas quartas de final da Champions. Como contei aqui no blog, o duelo Atalanta-Valencia tinha seu charme. E teve mesmo!

A Atalanta joga um futebol gostoso de ver, ofensivo, ousado, criativo. Não à toa, tem o ataque mais positivo do calcio, bem à frente da líder Juventus, de Cristiano Ronaldo. Quando já vencia por 4 a 1, hoje, Gasperini tirou um zagueiro para colocar em campo um atacante!

Por uma questão de regulamento, não pode jogar o mata-mata da Champions em Bérgamo, tem que jogar em Milão, a uma horinha de distância. Nada que tenha afastado a torcida, que fez muito barulho o jogo todo.

A Atalanta acuou o Valencia durante toda a partida e abriu 4 a 0, uma noite de sonho. Só então o Valencia começou a ameaçar, chegou a um gol e teve algumas chances para fazer o segundo, que deixaria muito aberta a eliminatória. A torcida deve estar feliz da vida com o tal Maxi Gómez, que perdeu dois gols absurdos.

A Champions é recheada de histórias bonitinhas. De trás para frente, vamos lembrar:

O Ajax e seu time de meninos que caiu nas semifinais de 2019, após eliminar Real Madrid e Juventus no caminho; o Monaco de 2017, o time de Mbappé, deixando o City pelo caminho e também caindo nas semis; eliminados nas quartas tivemos o Wolfsburg, em 16, o Málaga, em 13, o Apoel, em 12, o Fenerbahce, de Zico, em 2008; quem vai se esquecer do Villarreal, de Riquelme, semifinalista de 2006? Ou então da Champions maluca de 2004, com semis entre Monaco e Chelsea (antes da grana) e Porto e La Coruña.

A história linda da vez é a Atalanta, que perdeu seus três primeiros jogos na fase de grupos, dois deles por goleada. Conseguiu a vaga de forma heróica e agora está com um pé nas quartas. Viva o futebol!

Julio Gomes