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OPINIÃO

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Hegemonias e rivalidades regionais aquecem Rainbow Six a nível global

DarkZero no Six Major Charlotte - Divulgação/Ubisoft
DarkZero no Six Major Charlotte Imagem: Divulgação/Ubisoft
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Leo Bianchi

Leo Bianchi é jornalista, já foi repórter e apresentador do Globo Esporte. É apaixonado por competição e já cobriu Copa do Mundo, Fórmula 1, UFC e mundiais de CS:GO, R6, FIFA, Just Dance e Free Fire. Também é youtuber e pro-player frustrado. No GGWP você encontra análise dos cenários competitivos no Brasil e no mundo, além dos bastidores do universo envolvendo times, jogadores e novidades em geral.

Colunista do UOL

27/05/2022 04h00

Quando falamos de esporte eletrônico, normalmente associamos os cenários competitivos aos respectivos poderios de determinadas regiões. Impossível não falar de League of Legends sem pensar na Coreia do Sul e na China imediatamente, por exemplo. No Free Fire, grande destaque para o Sudeste Asiatico e para o Brasil. Nos FPS, observamos uma variação em cada titulo, mas a alternância no Rainbow Six Siege ao longo dos anos tem chamado a atenção.

Entre 2018 e 2019, a Europa se levantou como o grande destaque. Tendo o heptacampeão mundial dinamarques Niclas "Pengu" como seu principal holofote, assistimos a lines históricas, como da PENTA e da G2, despontarem - sendo sucedidas pela Empire, da Rússia, no trono do R6 global. Após os diversos obstáculos impostos pela pandemia do COVID-19, a história mudaria.

Em 2021, muito impulsionado por um trabalho a longo prazo, o Brasil chegou, enfim, ao tão desejado lugar mais alto do pódio. E, novamente, construindo uma dinastia, com três equipes diferentes. Um memorável Six Invitational vencido pela Ninjas in Pyjamas (com Team Liquid em segundo e MIBR em terceiro), seguido pelo título da Team oNe no Six Major México e pelo da FaZe Clan no Major da Suécia - de novo, com final brasileira, diante da NIP.

Muito disso se explica pelo desenvolvimento interno, impulsionado por organizações de grande aporte financeiro, e por um "sarrafo" cada vez mais alto. Um título internacional não significa apenas a vitória de uma equipe, mas de toda uma região. Ao levantar o troféu, o time não somente prova a si mesmo, como repassa a mensagem aos concorrentes locais de que, sim, é possível.

Entrando nesta temporada, após os já citados triunfos de europeus e brasileiros, agora é a América do Norte quem puxa para si a responsabilidade. Começando com o título da TSM no Six Invitational deste ano e chegando, no último fim de semana, à conquista da DarkZero, em uma final com as cores de NA, diante da Astralis. Uma final norte-americana, inclusive, em casa: o torneio foi jogado em Charlotte, na Carolina do Norte.

Em um panorama geral, para qualquer publisher, cenários em que as dinastias entre as regiões variam são ideais para o impulsionamento esportivo. Fomentam rivalidades locais, inter regionais e também criam ídolos. Que o diga Troy "Canadian", presente no Rainbow Six Siege competitivo desde sempre, e hoje bicampeão do Invitational e também campeão de Major, justamente com a DarkZero.

Ainda há mais Majors de R6 a serem jogados neste ano. A América do Norte terá o papel de tentar repetir a "varrida" de outras regiões nos momentos anteriores. O desafio sem duvida será tão grande quanto a expectativa dos respectivos públicos de ver tal hegemonia se mantendo - ou caindo e abrindo espaço para uma nova.