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Gabriel Vaquer

REPORTAGEM

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Warner paga 1ª parcela dos clubes do Brasileirão; 7 times dividem R$ 91 mi

Abel Ferreira observa partida do Palmeiras, clube que tem contrato com a WarnerMedia para o Brasileirão - Marcello Zambrana/AGIF
Abel Ferreira observa partida do Palmeiras, clube que tem contrato com a WarnerMedia para o Brasileirão Imagem: Marcello Zambrana/AGIF

Colunista do UOL

19/05/2021 04h00

A WarnerMedia começou a realizar nesta semana o pagamento das cotas dos direitos de transmissão aos sete clubes (Palmeiras, Santos, Athletico Paranaense, Juventude, Fortaleza, Ceará e Bahia) que possuem contrato ativo pelo Campeonato Brasileiro de 2021. Nesta primeira leva, são pagos 50% do valor anual combinado igualitariamente entre as equipes.

Nesta etapa, segundo a coluna apurou, a Warner pagará ao todo R$ 91 milhões. Serão R$ 13 milhões para cada. O Fortaleza entra nesta conta porque os outros seis times abriram mão de cerca de R$ 1 milhão do valor total que recebem para que o Leão do Pici não seja prejudicado, como foi acordado em uma renegociação do contrato em 2020.

O Fortaleza fechou contrato diferenciado na época da negociação e ganharia R$ 9 milhões fixos por ano. Com esse adendo contratual, ele passa a receber em patamares parecidos com Palmeiras e Ceará, por exemplo.

Os outros 50% que a WarnerMedia distribui anualmente, em um total de R$ 182 milhões por ano, serão pagos apenas no fim do campeonato: 25% será por audiência das transmissões realizadas. A última parcela ficará por posição na tabela. Neste último quesito, o time mais bem colocado e que tenha contrato com a programadora ganha mais.

Na proposta inicial de 2016, a WarnerMedia queria pagar R$ 500 milhões para todos os 20 clubes da Série A. Como são sete times hoje, a WarnerMedia paga proporcionalmente aos times, assim como a Globo faz no seu pacote.

No ano passado, a WarnerMedia quase rescindiu com os clubes. O contrato até 2024 foi mantido, mas uma cláusula de saída da Turner foi incluída. Nela, a programadora pode deixar de exibir o Brasileirão em 2022 sem o pagamento de multa, dando aos clubes o direito de negociar acordos com outros grupos de comunicação.

Outras questões, como reclamações de privilégios dados à Globo, também foram discutidas. O acordo foi costurado pela empresa Livemode, de Edgar Diniz, fundador do antigo Esporte Interativo.