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Gabriel Vaquer

REPORTAGEM

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

Longe da sede olímpica pela 1ª vez em 37 anos, Uchôa será trunfo na Globo

Gabriel Vaquer

Gabriel Vaquer cobre mídia esportiva desde 2014. No UOL Esporte, conta detalhes do evento onde seu time joga e onde seu profissional de TV esportiva favorito vai trabalhar.

Colunista do UOL

28/04/2021 04h00

Um dos principais jornalistas do Brasil e referência na cobertura de Jogos Olímpicos, Marcos Uchôa acompanhará o evento sem ir ao país sede pela primeira vez em 37 anos de carreira. O motivo é a pandemia do novo coronavírus. Desde 1984, o jornalista sempre integrou a equipe que ia ao local de disputa das Olimpíadas nas transmissões da emissora. A nova situação, contudo, não significa que o jornalista não será peça fundamental na cobertura da Globo do evento em Tóquio, a partir de julho.

A coluna apurou que Uchôa ficará no Brasil por causa de medidas da Globo para a cobertura das Olimpíadas. Dos 50 profissionais que serão enviados, nenhum é do grupo de risco da covid-19. Mesmo Galvão Bueno, vacinado contra a doença, fará seu trabalho nos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro.

A Globo confirmou para a reportagem que Uchôa terá um quadro de crônicas dentro do "Esporte Espetacular", exibido nas manhãs de domingo pela emissora. "'Crônicas do Marcos Uchôa' vai contar, de um jeito único, histórias de atletas brasileiros que vão representar o Brasil em Tóquio", afirmou a emissora.

Outro fato importante é que o jornalista também já está escalado para transmitir a Cerimônia de Abertura dos Jogos Olímpicos de Tóquio, no dia 23 de julho, na TV Globo. Na Rio 2016, ele desempenhou a mesma função, juntamente com Galvão Bueno, Glória Maria e Renato Ribeiro - este ano, ainda não se sabe com quem Uchôa fará a transmissão.

Uchôa é considerado um dos ícones da TV quando o assunto é Olimpíada pelo seu conhecimento histórico e capacidade de relacionar o contexto do país sede ao evento. Recém-formado, Uchôa participou de sua primeira cobertura de Jogos Olímpicos em Los Angeles (EUA), em 1984, pela Rede Manchete. A primeira pela Globo foi em 1988, em Seul (COR). Pela emissora carioca cobriu também os Jogos de 1992, 1996, 2000, 2004 e 2008. Em 2012, mesmo com os direitos de TV aberta comprados pela Record, Uchôa foi para Londres e cobriu a competição pelo SporTV.

Antes da pandemia, Marcos Uchôa estava escalado integrar a equipe de jornalistas que faria a cobertura de Tóquio 2020. Seriam 102 profissionais da Globo no Japão, mas com a pandemia e o pedido do COI (Comitê Olimpíco Internacional) para uma redução de pessoal, a emissora cortou 50% do número de enviados ao Japão.

Confira o comunicado da emissora sobre a participação de Marcos Uchôa em Tóquio 2021:

"Desde o início da pandemia de coronavírus, a saúde e a segurança da equipe são prioridade no Esporte da Globo. A cobertura dos Jogos Olímpicos de Tóquio seguirá medidas e cuidados especiais, condizentes com o momento que estamos vivendo. Assim, nenhum profissional que faz parte do grupo de risco foi escalado para viajar, e este é o caso de Marcos Uchôa. Porém, de forma alguma abriremos mão do talento e da experiência de Uchôa durante o evento. Ele terá participação ativa na cobertura olímpica, inclusive como protagonista de uma série especial no 'Esporte Espetacular'. "Crônicas do Marcos Uchôa" vai contar, de um jeito único, histórias de atletas brasileiros que vão representar o Brasil em Tóquio. Uchôa também estará, por exemplo, na transmissão da cerimônia de abertura dos Jogos, no dia 23 de julho, na TV Globo".