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Fábio Seixas

REPORTAGEM

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FIA adia para sexta-feira decisão sobre investigar Verstappen

O holandês Max Verstappen, líder do Mundial de F-1, nesta quinta-feira, em Losail, no Qatar - Clive Mason/Getty Images/Red Bull
O holandês Max Verstappen, líder do Mundial de F-1, nesta quinta-feira, em Losail, no Qatar Imagem: Clive Mason/Getty Images/Red Bull
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Fábio Seixas

Fábio Seixas é jornalista com mestrado em Administração Esportiva e passagens por veículos como Folha de S.Paulo, SporTV e TV Globo. Cobriu mais de 170 GPs de F-1, esteve em duas temporadas da Indy e chegou a pilotar um Benetton em Paul Ricard. Voltou para os boxes rebocado.

Colunista do UOL

18/11/2021 15h27

A FIA deixou para sexta-feira a decisão sobre reabrir as investigações em torno da manobra de Verstappen contra Hamilton na 48ª volta do GP de São Paulo.

Nesta quinta-feira, em Losail, no Qatar, a entidade analisou o pedido da Mercedes para reabrir o caso. E informou, já noite por lá, que a decisão só será tomada na sexta. Não foi anunciado um horário para isso.

"Após ouvir representantes de Mercedes e Red Bull, os comissários estão estudando o assunto e vão divulgar a decisão amanhã", informou, em nota.

Se o caso for reaberto, os mesmos comissários que atuaram em Interlagos vão analisar formalmente os vídeos divulgados pela F-1 na terça-feira e que não estavam disponíveis a eles durante o GP.

Entre os comissários há um brasileiro, o ex-piloto Roberto Pupo Moreno. Há um outro ex-piloto de F-1 no grupo, o italiano Vitantonio Liuzzi, que correu por Red Bull, Toro Rosso, Force India e HRT.

Os outros dois comissários são o americano Tim Mayer e o italiano Matteo Perini, ambos com muita experiência na função.

As novas imagens mostram Verstappen pressionando Hamilton para fora da pista na Curva do Sol, na primeira tentativa do inglês de ultrapassá-lo. Ambos foram parar na área de escape.

No momento do incidente os comissários abriram investigação, mas absolveram Verstappen minutos depois. Usaram, na análise, as imagens da transmissão da corrida, da câmera on-board montada na traseira da Red Bull.

Hamilton reclamou, mas preparou novo ataque e foi bem-sucedido 11 voltas depois, no mesmo ponto da pista. Venceu a prova, com Verstappen em segundo, o que reduziu de 21 para 14 pontos a vantagem do holandês no Mundial de Pilotos.

A possível punição a Verstappen deve adicionar tempo ao seu resultado em Interlagos. Se forem 10 segundos, ele cairá para terceiro no GP e sua folga no Mundial será reduzida para 11 pontos. Caso a punição seja mais pesada, de 30 segundos, por exemplo, ele passará a ser apenas o quarto colocado na corrida, e a diferença despencará para 8 pontos.

Além da decisão da FIA de reabrir o caso, Verstappen enfrenta pressão de seus colegas de trabalho. Nesta quinta, dia de entrevistas coletivas para o GP do Qatar, em Losail, muitos deles acusaram a FIA de falta de critério.

passao - Reprodução/Twitter - Reprodução/Twitter
Hamilton e Verstappen saem da pista após tentativa de ultrapassagem do britânico em Interlagos
Imagem: Reprodução/Twitter

Leclerc, por exemplo, disse que mudará seu estilo de pilotagem caso o holandês não seja punido. "Sempre tentamos pilotar no limite do que somos liberados a fazer. Se essas coisas forem permitidas, vou ajustar meu estilo", disse o monegasco. "Vai ser difícil alguém conseguir ultrapassar por fora."

Sainz, seu companheiro na Ferrari, seguiu a mesma linha: "Em alguns fins de semana, as decisões são muito pertinentes. Em outros, como na Áustria e no Brasil, não entendemos os critérios".

A falta de coerência nas decisões da FIA será tema de uma reunião da GPDA (Grand Prix Drivers' Association) nesta sexta-feira, em Losail. Russell, que será companheiro de Hamilton na Mercedes no ano que vem, é um dos diretores do grupo. O outro é Vettel, da Aston Martin.