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Fábio Seixas

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Verstappen supera pressão e é pole nos EUA

O holandês Max Verstappen, líder do Mundial de F-1, neste sábado, no circuito do Texas - Red Bull
O holandês Max Verstappen, líder do Mundial de F-1, neste sábado, no circuito do Texas Imagem: Red Bull
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Fábio Seixas

Fábio Seixas é jornalista com mestrado em Administração Esportiva e passagens por veículos como Folha de S.Paulo, SporTV e TV Globo. Cobriu mais de 170 GPs de F-1, esteve em duas temporadas da Indy e chegou a pilotar um Benetton em Paul Ricard. Voltou para os boxes rebocado.

Colunista do UOL

23/10/2021 19h09

O desafio era enorme. Nas seis edições anteriores do GP dos EUA, seis poles positions da Mercedes. A tensão é grande, a pressão incomoda, a evolução dos rivais é flagrante.

Mas Verstappen foi lá e conseguiu. E, diante desse cenário, não é exagero dizer que foi um dos grandes feitos dele nesta temporada.

Pole do holandês, a 12ª carreira, a nona no ano, a primeira em solo americano.

Hamilton sai em segundo.

Sim, teremos os dois rivais pelo título, num momento de emoções à flor da pele, dividindo a primeira fila.

Companheiro de Verstappen na Red Bull, Pérez sai em terceiro, para delírio da torcida mexicana presente ao autódromo de Austin.

"O carro melhorou muito de ontem pra hoje. No final já estava pingando na minha viseira", disse o líder do Mundial, ao cruzar a linha de chegada com 1min32s910. Hamilton ficou a 0s209.

Foi uma das melhores classificações do ano, com direito a uma chuva fina nos últimos instantes.

hameua - Mercedes - Mercedes
Lewis Hamilton, vice-líder do Mundial de F-1, neste sábado, no circuito de Austin
Imagem: Mercedes

Tanta disputa foi a confirmação de um cenário pintado já no terceiro treino livre: menos de 0s3 separaram os cinco primeiros colocados. O mais veloz foi Pérez, com 1min34s701, seguido por Sainz, Verstappen, Norris e Bottas.

A sessão classificatória aconteceu numa tarde com céu parcialmente nublado, 28°C no ar, 36° num asfalto cheio de ondulações e que vem atrapalhando bastante a vida dos pilotos.

Na abertura da classificação, deu Ferrari. Leclerc encaixou uma bela volta e fez 1min34s153. Verstappen ficou em segundo, a 0s199. Pérez, Ricciardo e Norris vieram na sequência. Hamilton, com pneus usados e sem precisar forçar o ritmo, ficou apenas em oitavo.

Menos de 0s5 separaram os nove primeiros colocados, uma loucura.

Os cortados foram Stroll, Latifi, Raikkonen, Schumacher e Mazepin.

Veio o Q2, e então os protagonistas resolveram aparecer. Verstappen fez uma voltaça, cravando 1min33s464. Hamilton passou em segundo lugar, a 0s333, seguido por Norris.

Completaram o top 10 Leclerc, Bottas, Sainz, Pérez, Gasly, Ricciardo e Tsunoda.

Dançaram Ocon, Vettel, Giovinazzi, Alonso e Russell. Desses, três trocaram unidades de potência neste fim de semana e largarão do fundo do grid: Vettel, Alonso e Russell.

E finalmente chegou a hora de decisão. Depois da primeira série de voltas, Pérez deu a impressão de que poderia conquistar sua primeira pole.

Mas, nas últimas voltas, Verstappen e Hamilton prevaleceram. No domingo, em condições normais, chegarão lado a lado na curva 1. A mesmíssima onde se estranharam na sexta-feira.

Para o GP, um alerta importante: pode ter carro ficando pela pista por causa das ondulações. Em 2019, na última corrida da F-1 por lá, a Ferrari de Vettel teve a suspensão quebrada por causa das péssimas condições do asfalto texano.

Neste sábado, a Red Bull trabalhou duro para reforçar as estruturas de sustentação das asas traseiras, que já teriam apresentado pequenas rachaduras... Certamente não é a única equipe a se preocupar com isso. Vale ficar de olho.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL