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Fábio Seixas

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Bottas é pole, Verstappen é 2º, mas brilho é de Hamilton

Valtteri Bottas durante a sessão classificatória para o GP da Turquia, em Istambul   - Mercedes
Valtteri Bottas durante a sessão classificatória para o GP da Turquia, em Istambul Imagem: Mercedes
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Fábio Seixas

Fábio Seixas é jornalista com mestrado em Administração Esportiva e passagens por veículos como Folha de S.Paulo, SporTV e TV Globo. Cobriu mais de 170 GPs de F-1, esteve em duas temporadas da Indy e chegou a pilotar um Benetton em Paul Ricard. Voltou para os boxes rebocado.

Colunista do UOL

09/10/2021 10h07

A pole na Turquia é de Bottas, Verstappen sai em segundo, mas Hamilton deixou um recado forte: tem totais condições de lutar pela vitória no domingo.

O inglês liderou todos os blocos da sessão que definiu o grid para a 16ª etapa do Mundial, estabeleceu o recorde da pista, mostrou que tem um carro redondo para o GP. Mas terá de cumprir punição pela troca do motor a combustão, anunciada na sexta-feira, e largará em 11º.

Assim, Bottas, que fez o segundo melhor tempo, herdou a ponta do grid de largada. É a segunda pole position do finlandês no ano, a 18ª da carreira. Verstappen larga ao seu lado, em segundo.

A segunda fila terá Leclerc e Gasly, com Alonso e Pérez logo atrás. Fechando o top 10, Norris, Stroll, Tsunoda e Vettel.

A sessão classificatória começou com pista úmida, pneus slick, mas com o aviso de 100% de chance de chuva ao longo daquela hora.

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Max Verstappen durante a sessão classificatória para o GP da Turquia, em Istambul
Imagem: Red Bull

Pela manhã, com pista bastante molhada, Gasly fora o mais veloz, com Verstappen em segundo e Pérez na sequência. Hamilton deu apenas cinco voltas e ficou em 18º. Estava se poupando para o momento certo.

Faltando um minuto para a abertura do Q1, já havia fila de carros no pit lane, todos com pressa para marcar tempo antes de a chuva voltar. Mas a pista estava extremamente traiçoeira, na condição que os pilotos mais detestam: nem totalmente seca, nem totalmente molhada. Pisou fora do trilho, dançou.

Vários pilotos tomaram sustos nas primeiras voltas, os duelistas do título entre eles. Mas ambos seguraram seus carros, reagiram e fecharam o primeiro bloco da classificação na frente.

Hamilton foi o mais rápido, com 1min24s585, apenas 0s007 melhor que Verstappen. Gasly, Leclerc e Pérez vieram logo atrás.

Foram cortados Ricciardo, Latifi, Giovinazzi, Raikkonen e Mazepin. Schumacher, pela segunda vez no ano, conseguiu avançar para o Q2.

(Que temporada vive Ricciardo! Há dois GPs, acabou com o jejum de vitórias da McLaren. Hoje, ficou atrás de um Haas. Uma montanha-russa de emoções...)

No Q2, ainda sem chuva, os pneus médios, amarelos, tornaram-se a principal opção dos pilotos.

Uma decisão arriscada, mas pensando na corrida: são mais difíceis de aquecer para uma volta lançada, mas podem proporcionar um primeiro trecho de prova mais longo, abrindo a possibilidade de apenas um pit stop.

Foi um drama. "Estou sofrendo com os médios", disse Leclerc, pelo rádio, logo após rodar quando ia abrir uma volta rápida. Lembrando: o regulamento determina que os pilotos devem largar com os pneus com que fizeram suas melhores voltas no Q2.

Quem não conseguiu encontrar o balanço perfeito se deu mal: Vettel, Ocon, Russell, Schumacher e Sainz _que larga do fundo do grid por ter trocado a unidade de potência.

Lá na frente, Hamilton novamente foi o mais rápido, com 1min23s082. Bottas ficou a 0s497, com Verstappen em terceiro. Gasly, Alonso, Pérez, Leclerc, Tsunoda, Stroll e Norris fecharam o top 10.

Ainda sem chuva, veio o Q3.

Na primeira série de voltas, Bottas comandou os trabalhos e impôs 1min23s071, seguido por Hamilton e Verstappen.

Os duelistas esperaram até os últimos instantes para entrar na pista e se jogar na última tentativa.

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Lewis Hamilton, na entrevista após a classificação
Imagem: Fórmula 1

E aí Hamilton brilhou. Fez 1min22s868, novo recorde da pista, e cravou todo mundo. Não deu chances para os adversários. Bottas ficou a 0s130. Verstappen, a 0s328.

"Amanhã vou sair lá de trás, não vai ser fácil, mas vou dar o máximo. Vamos ver o que dá para fazer", disse o inglês, com cara de satisfeito.

Lá na frente, uma Mercedes tentará segurar Verstappen. No meio do grid, outra largará para escalar o pelotão e enfrentar o holandês em algum momento da corrida. E a meteorologia local continua insistindo com possibilidade de chuva.

Está pintado o cenário para mais um ótimo GP.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL