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Fábio Seixas

REPORTAGEM

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Pista 100% Mercedes, Sochi será termômetro para fim do Mundial

Valtteri Bottas, que venceu o GP da Rússia em 2020, com Lewis Hamilton, terceiro colocado na prova - Reprodução
Valtteri Bottas, que venceu o GP da Rússia em 2020, com Lewis Hamilton, terceiro colocado na prova Imagem: Reprodução
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Fábio Seixas

Fábio Seixas é jornalista com mestrado em Administração Esportiva e passagens por veículos como Folha de S.Paulo, SporTV e TV Globo. Cobriu mais de 170 GPs de F-1, esteve em duas temporadas da Indy e chegou a pilotar um Benetton em Paul Ricard. Voltou para os boxes rebocado.

Colunista do UOL

20/09/2021 12h40

Sochi não empolga, é um circuito montado no estacionamento de um estádio, está no calendário por questões puramente comerciais.

Mas neste final de semana de 15ª etapa do Mundial, este blogueiro admite, a pista russa carrega um atrativo: pode ser um bom "termômetro" para entender como será o desfecho da temporada.

Nenhum outro circuito do campeonato registra histórico tão favorável a uma mesma equipe.

No caso, a Mercedes.

A equipe alemã venceu 100% das corridas disputadas em Sochi. Foram sete GPs da Rússia até hoje: quatro vitórias de Lewis Hamilton, duas de Valtteri Bottas e uma de Nico Rosberg. Em poles, o domínio também é impressionante: cinco poles, contra duas da Ferrari.

No outro extremo está a Red Bull. O máximo que a equipe austríaca conseguiu em sete participações foi o segundo lugar de Max Verstappen no ano passado.

"Sochi é um dos pontos fortes da Mercedes no ano. Nunca vencemos lá. Vai ser um desafio para nós", reconheceu Christian Horner, chefe da Red Bull.

Como se não bastasse o retrospecto, a missão ficará ainda mais complicada neste domingo: o holandês terá de cumprir a punição de três posições no grid de largada por causa do acidente com Hamilton no GP da Itália.

Daí Sochi ser um "termômetro". Uma vitória no maior reduto da Mercedes daria à Red Bull uma confiança absurda para o trecho final do campeonato.

Mas há outro ponto importante a ser considerado.

Dependendo de como Verstappen se sair na classificação, no sábado, a Red Bull pode tomar uma decisão que já era esperada para Monza: trocar seu motor, o que o jogaria para o fundo do grid. Ele já está na última das três unidades de potência permitidas pelo regulamento.

A equipe assim sacrificaria uma chance de vitória para que o holandês tivesse uma unidade de potência fresquinha para as provas finais do campeonato.

Mas, em se tratando de Sochi e de Verstappen, ele pode até conseguir marcar bons pontos.

A pista oferece pelo menos um bom ponto de ultrapassagem. "O vácuo até a curva 1 pode minimizar esse prejuízo", disse Horner.

Há dois exemplos muito recentes de pilotos em carros de ponta que trocaram motor, largaram das últimas posições do grid e escalaram o pelotão.

Em Zandvoort, Pérez saiu em 20º e terminou em oitavo, marcando quatro pontos. Em Monza, aconteceu com Bottas: largando em 19º, fez uma corridaça e terminou em terceiro lugar.