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Fábio Seixas

REPORTAGEM

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Di Grassi garante 8º ano na Fórmula E

O brasileiro Lucas di Grassi comemora vitória na 14ª etapa da Fórmula E em 2020, no circuito de Berlim  - Carl Bingham/LAT Images
O brasileiro Lucas di Grassi comemora vitória na 14ª etapa da Fórmula E em 2020, no circuito de Berlim Imagem: Carl Bingham/LAT Images
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Fábio Seixas

Fábio Seixas é jornalista com mestrado em Administração Esportiva e passagens por veículos como Folha de S.Paulo, SporTV e TV Globo. Cobriu mais de 170 GPs de F-1, esteve em duas temporadas da Indy e chegou a pilotar um Benetton em Paul Ricard. Voltou para os boxes rebocado.

Colunista do UOL

15/09/2021 09h30

Recordista de largadas na Fórmula E (84, empatado com inglês Sam Bird) e segundo colocado em vitórias (12, uma a menos que o suíço Sébastien Buemi), Lucas di Grassi quer mais.

O brasileiro assinou contrato para mais uma temporada na categoria, a oitava. Em 2022, vai correr pela Venturi, na vaga que neste ano foi do francês Norman Nato e que nos dois campeonatos anteriores esteve com Felipe Massa.

É o desfecho de uma pequena novela que se arrastava desde novembro do ano passado, quando a Audi anunciou que deixaria a Fórmula E para se dedicar a outros projetos, como o rali Dacar. Este movimento pode ainda ter relação com a entrada da marca na F-1 em 2025.

"Fiquei triste com a decisão da Audi. Fiquei lá por dez anos, entre os projetos de Le Mans e da Fórmula E. Eu estava numa ladeira abaixo após minha saída da F-1, quando a Audi me ofereceu carros para correr. Era uma família. Mas meu objetivo sempre foi permanecer na Fórmula E. Mudar o escopo agora não seria o ideal", diz Lucas, 37, campeão em 2017 e que acredita ter mais "dois ou três anos" no auge da forma competitiva.

venturia - Sam Bloxham/LAT Images - Sam Bloxham/LAT Images
Norman Nato (esq), que deixa a Venturi, e Edoardo Mortara, novo companheiro de Di Grassi
Imagem: Sam Bloxham/LAT Images

Na Venturi, uma boa e uma má notícia.

A boa: usará o trem de força da Mercedes, o melhor da última temporada, que deu o título à equipe alemã e ao holandês Nick de Vries, cotado pela Alfa Romeo na F-1.

A má: reviverá, de certa forma, o drama recém-encerrado. A Mercedes já anunciou que deixará a Fórmula E ao final de 2022.

"O carro da Venturi foi extremamente competitivo neste ano, tem um bom trem de força, tem uma boa metodologia de trabalho... Quero disputar o título na oitava temporada, e a Venturi era a melhor opção", afirmou o brasileiro.

Sobre a saída da Mercedes, Susie Wolff, chefe da equipe, disse que "ainda há muito trabalho pela frente para buscar um pacote competitivo."

O contrato é por apenas uma temporada. Que será intensa, com 16 etapas, a mais extensa da história, com a preparação para a estreia de um novo carro, o Geração 3, e, provavelmente, com novo formato de classificação para o grid.

"Automobilismo é sobre desempenho. Neste momento, estamos muito focados em fazer tudo funcionar. No final do ano vamos avaliar se essa relação estará boa, se eles estarão satisfeitos com a minha performance... Se tudo estiver bem vamos continuar", disse Di Grassi.

Na última temporada, a Venturi ficou em 7º lugar na competição entre as 12 equipes da Fórmula E e conquistou duas vitórias em 15 provas. É um time promissor, bem-organizado e que vem crescendo ano a ano. Talvez lhe faltasse justamente um olhar mais experiente para deslanchar.

Di Grassi pode ser a peça que faltava.