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Fábio Seixas

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Relatório sobre falhas nos pneus da F-1 deixa dúvidas no ar

Carro de Lance Stroll ficou destruído após batida no GP do Azerbaijão causada por falha no pneu  - Clive Rose/Getty Images
Carro de Lance Stroll ficou destruído após batida no GP do Azerbaijão causada por falha no pneu Imagem: Clive Rose/Getty Images
Fábio Seixas

Fábio Seixas é jornalista com mestrado em Administração Esportiva e passagens por veículos como Folha de S.Paulo, SporTV e TV Globo. Cobriu mais de 170 GPs de F-1, esteve em duas temporadas da Indy e chegou a pilotar um Benetton em Paul Ricard. Voltou para os boxes rebocado.

Colunista do UOL

15/06/2021 17h41

Enfim saiu o tão esperado resultado das investigações da Pirelli nos pneus de Stroll e Verstappen em Baku.

Que não conclui nada. Pelo contrário, deixa dúvidas no ar.

Oficialmente, a fabricante informa que "não houve defeito de produção ou qualidade em nenhum dos pneus, assim como não havia sinais de fadiga e delaminação."

"As causas das falhas nos dois pneus traseiros esquerdos de Aston Martin e Red Bull foram claramente identificadas. Houve uma quebra na parede interna dos pneus, que pode estar relacionada às condições da corrida, a despeito de os parâmetros (pressão mínima e temperatura máxima das mantas aquecedoras) terem sido seguidos", diz a nota.

"A Pirelli submeteu o relatório para a FIA e para as equipes. FIA e a Pirelli concordaram em criar um novo protocolo, ampliando a diretiva técnica já distribuída, para monitorar as condições de operação nos fins de semana de corridas", conclui o texto da fabricante.

O resultado oficial vai contra a apuração da sempre bem informada "Gazzetta dello Sport", que apontava que as duas equipes usaram pneus com calibragem abaixo da recomendada pela Pirelli.

Além disso, cria uma enorme pulga atrás das orelhas das dez equipes.

Como assim? Ninguém errou, mas as paredes internas dos pneus quebraram em alta velocidade? O que impede que o problema aconteça de novo em Paul Ricard, onde os mesmos pneus C3 estarão à disposição dos times?

Alguma coisa não fecha nessa história.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL