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Fábio Seixas

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Mercedes domina treinos e sugere Mundial equilibrado

Bottas, da Mercedes, durante treino livre para o GP da Emilia Romagna - Jennifer Lorenzini/Reuters
Bottas, da Mercedes, durante treino livre para o GP da Emilia Romagna Imagem: Jennifer Lorenzini/Reuters
Fábio Seixas

Fábio Seixas é jornalista com mestrado em Administração Esportiva e passagens por veículos como Folha de S.Paulo, SporTV e TV Globo. Cobriu mais de 170 GPs de F-1, esteve em duas temporadas da Indy e chegou a pilotar um Benetton em Paul Ricard. Voltou para os boxes rebocado.

Colunista do UOL

16/04/2021 10h50

Ué. Onde foi parar a reação da Red Bull? Foi fogo de palha? O Bahrein foi um ponto fora da curva? Começou mais um atropelamento da Mercedes?

Nas duas primeiras sessões de treinos livres para o GP da Emilia Romagna, em Imola, duas Mercedes na frente, nas duas vezes com Bottas e Hamilton.

Perguntas como aquelas que abrem o post surgirão naturalmente. Mas vamos com calma. Nem oito nem oitenta, o que é uma excelente notícia.

Sim, porque se o campeonato seguir dessa forma, com alternância entre as duas principais equipes, teremos um lindo 2021. E acompanhando o desempenho dos times desde a pré-temporada, é nisso que acredito.

A primeira sessão de treinos em Imola foi bonita de ver. Além de Bottas, seis pilotos chegaram a ocupar o P1 na folha de tempos: Giovinazzi, Raikkonen, Sainz, Hamilton, Gasly e Verstappen. O holandês teve até a chance de tomar a ponta da sessão, mas precisou desacelerar na conclusão de sua última volta lançada porque Mazepin rodou e bateu na saída da Rivazza.

(Foi a segunda rodada do russo no mesmo ponto da pista. Se ele não fosse filho do principal patrocinador da Haas, eu já diria para Pietro Fittipaldi começar o aquecimento...)

O segundo treino foi menos agitado, mas também terminou com uma bandeira vermelha após um acidente na saída da Rivazza: Leclerc escapou de traseira e estampou o muro. Ótimo pra Mercedes, que tinha Bottas e Hamilton na ponta, ruim para quem planejava um ataque final.

A bem da verdade, não sei se alguém ameaçaria a marca do finlandês. Até porque Verstappen ficou pelo caminho: com pouco mais de 10 minutos de treino, seu carro perdeu potência e ele encostou. "Alguma coisa aconteceu na traseira", disse, pelo rádio.

O melhor tempo da sexta-feira ficou em 1min15s551. Hamilton ficou a apenas 0s010. Gasly, que melhora a cada dia, ficou em terceiro, a 0s078. Completando o top 10 na segunda sessão, Sainz, Leclerc, Pérez, Tsunoda, Norris, Giovinazzi e Stroll.

Há uma interessante briga pelo posto de terceira força do campeonato. Dias atrás eu escrevi que apostava num duelo entre McLaren e AlphaTauri ao longo da temporada. Aston Martin e Ferrari ameaçam se infiltrar na disputa. Que assim seja, adoraria queimar a língua.

A sexta-feira em Imola teve tempo frio, mas céu azul, apesar das previsões de chuva. No paddock, além das discussões sobre as corridas curtas aos sábados, muito zunzunzum sobre a possibilidade de cancelamento do GP do Canadá, marcado para 13 de junho.

O país vive um novo pico de Covid e já definiu que a prova não terá público.

A F-1 não gostou, e quer US$ 6 milhões para compensar o buraco da não venda de ingressos. Do outro lado, as autoridades canadenses discordam do pedido da F-1 para furar a quarentena de 14 dias obrigatória a visitantes ao país: o GP do Azerbaijão é no domingo anterior, e os times chegarão a Montreal a partir da segunda-feira. É esperar pra ver.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL