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Fábio Seixas

REPORTAGEM

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F-1 dá mais um passo para aprovar testes de corridas curtas

Largada do GP do Bahrein, primeira prova da temporada 2021 da Fórmula 1 - Hasan Bratic/Getty Images
Largada do GP do Bahrein, primeira prova da temporada 2021 da Fórmula 1 Imagem: Hasan Bratic/Getty Images
Fábio Seixas

Fábio Seixas é jornalista com mestrado em Administração Esportiva e passagens por veículos como Folha de S.Paulo, SporTV e TV Globo. Cobriu mais de 170 GPs de F-1, esteve em duas temporadas da Indy e chegou a pilotar um Benetton em Paul Ricard. Voltou para os boxes rebocado.

Colunista do UOL

12/04/2021 11h15

Mais um passo foi dado para a aprovação dos testes de "sprint races" na F-1.

O choro das equipes funcionou, e cada uma receberá US$ 500 mil a mais da categoria para testar o formato nos sábados de Silverstone (julho), Monza (setembro) e Interlagos (novembro).

A verba vai cobrir custos de logística, já que os times terão de enviar mais peças e mais funcionários para essas três etapas. Além disso, a FIA concordou numa espécie de "seguro": em caso de acidentes nessas minicorridas de sábado, vai pagar os custos de conserto dos carros. Por fim, o teto de custos, novidade no regulamento desta temporada, foi aumentado em mais US$ 500 mil, atendendo a um pedido liderado por Mercedes e Red Bull.

Assim, a aprovação dos testes numa reunião das escuderias no próximo final de semana, parece mera formalidade. Para ser aprovada, a mudança precisa de 28 dos 30 votos da Comissão de F-1_Liberty, FIA e as equipes têm 10 votos cada. Como o projeto nasceu da FIA e da Liberty, na prática o projeto precisa do sinal verde de 8 dos 10 times do grid.

O grande objetivo da F-1 é tornar o formato dos finais de semana mais atrativo para o público.

O plano que será votado em Imola mexe com toda a programação dos treinos. As sextas-feiras terão apenas uma sessão livre, e a segunda será usada para definir o grid para a corrida do dia seguinte. No sábado, a "sprint race" terá 100 km _um terço do percurso de uma etapa normal_ e servirá para definir o grid para o GP de domingo, que seguirá no modelo atual.

Ainda não está certo se a corrida curta também distribuirá pontos para o campeonato, dúvida que deverá ser esclarecida à medida em que as equipes começarem a chegar a Imola e os dirigentes passarem a falar sobre o assunto.

Chefe da Mercedes, Toto Wolff já falou. Ele apoia a ideia dos testes, mas pede "cuidado" com toda experiência feita na F-1. "Sempre fomos muito relutantes em mudar o formato tradicional dos finais de semana. Houve experimentos em outras categorias, os resultados de audiência aos sábados foram interessantes, mas nem de longe elas têm a importância e a história da F-1. Por isso demos de ser cuidadosos em como testamos as novidades", disse o dirigente.

Pessoalmente, gosto da ideia dos testes. Teste é pra isso mesmo. Se não der certo, ok, a F-1 tentou, mantenha-se o formato atual. Se funcionar, terá sido mais um golaço da Liberty e da F-1, que ano a ano têm conseguido tornar a F-1 uma categoria mais palatável, mais atrativa, menos impenetrável para os novos fãs. Estou torcendo para ver a "sprint race" em Silverstone.