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Diogo Silva

REPORTAGEM

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Evento de MMA nos Estados Unidos é porta de entrada para lutadores no UFC

Lutador de MMA Renato Valente (direita)  - Divulgação/LFA
Lutador de MMA Renato Valente (direita) Imagem: Divulgação/LFA
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Diogo Silva

Diogo Silva foi campeão mundial universitário, medalhista de ouro dos Jogos Pan-Americanos e participou dos Jogos Olímpicos de Atenas-2004 e Londres-2012 no taekwondo. Hoje, faz parte do grupo de rap Senzala Hi-Tech.

08/07/2021 04h00

A porta de entrada para que muitos lutadores de MMA realizem o sonho de assinar contrato com a maior liga do mundo, o UFC, é se destacando no LFA (Legacy Fighting Alliance), evento de artes marciais mistas dos EUA, que atualmente é transmitido pelo canal Combate.

O LFA revela futuros atletas promissores que fomentam e abastecem ligas maiores como o UFC. Cerca de 40% dos atletas do LFA conseguem a chance de migrar o UFC.

Lutadores como, por exemplo, Lupita Godinez, Criston Glaico, e Brian Ortega, que vai disputar o cinturão do peso pena do UFC, saíram do LFA.

O último brasileiro que conquistou a chance de fechar contrato com a evento presidido foi Dana White depois de se destacar no LFA foi Tabatha Ricci, que estreou no UFC Vegas 28, em junho de 2021.

E tem mais brasileiro nessa fila de espera. O lutador do meio médio, até 77kg, Renato Valente, de 28 anos, aguarda ansiosamente pelo mesmo convite que Tabatha recebeu.

Conhecido como Índio, Valente é de origem munduruku e foi criado na região da floresta do Amazonas. Os mundurukus são povos originários, que habitam o Pará e o Amazonas há séculos e vivem em constantes conflitos por demarcação de terra e invasão de suas propriedades por garimpeiros.

Valente, que sempre mostra orgulho por ser indígena, por meio de belos cocares na cabeça, venceu seu último confronto no LFA 110 em 02 de julho. A luta contra o nigeriano Chibwikem Onyenegech o aproximou de realizar o sonho de poder lutar na maior liga do mundo de artes mistas.

A longa caminhada de Valente foi inspirada pelo ex-detentor do cinturão do peso pena José Aldo. Nos dias em que Aldo lutava, Valente se reunia com amigos que enfrentavam um dia e meio de barco pelo rio Madeira, para que, na frente da casa da família de Aldo, em Manaus, pudesse ver em um grande telão a luta do compatriota e vibrar pela maior estrela amazonense no MMA.

A motivação foi tão grande que depois de ver Aldo brilhando em suas conquistas, Valente decidiu que esse também seria o seu caminho.

Depois de longas jornadas de treinos no jiu-jitsu, sua arte inicial, ele foi para capital Manaus estudar e aprender mais sobre as artes mistas. Depois de passagens pelo Rio de Janeiro e por São Paulo, o lutador foi para o México aprimorar seu boxe e participar das ligas locais.

Atualmente, Valente mora na Califórnia, na cidade de Los Angeles, e treina na academia Black House, onde pode encontrar com lutadores de todas as partes do mundo e aprimorar ainda mais seu estilo luta.

Para conhecer ainda mais a história de Renato Valente, vocês podem escutar o Podcast Central das Lutas, que tem um episódio todo sobre o lutador amazonense. O podcast está disponível em todas as plataformas e para ouvir no Spotfiy clique aqui.

Renato Valente convida seguidores para ouvirem podcast Central das Lutas