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Advogado de vítima diz que processo de amigos de Robinho está em andamento

Jacopo Gnocchi, advogado da mulher que sofreu um estupro de Robinho e seus amigos em uma boate em Milão, há 11 anos, aguarda as movimentações na Justiça italiana para tentar notificar os quatro homens que não foram julgados no caso.

Um deles é Fabio Cassis Galan, que teve seu processo congelado por não ter sido encontrado e vive em liberdade no Brasil. Segundo revelou o UOL nesta terça-feira (4), ele trabalha no Instituto Neymar Jr desde 2015 e também é professor concursado da prefeitura de São Vicente.

"Fabio Cassis Galan, Rudney Gomes da Silva Rudney, Clayton Florencio Dos Santos Clayton e Alexsandro da Silva ainda não foram julgados porque não foram rastreados no momento da audiência preliminar e o julgamento contra eles está congelado até que as autoridades italianas possam notificá-los dos documentos no Brasil com a colaboração das autoridades brasileiras", disse Gnocchi ao UOL.

Ele apontou que o trâmite para conseguir citá-los agora ficou mais simples, uma vez que o caso já movimentou as autoridades brasileiras. Robinho foi preso e Ricardo Falco, outro condenado na Itália, foi julgado pelo STJ nesta quarta e será preso nas próximas horas.

"A posição do senhor Fabio Cassis Galan é a mesma dos outros quatro réus nos crimes pelos quais Robinho e Falco já foram condenados em caráter definitivo. Pelo que sei, as autoridades italianas estão a avançar nesta direção, mas isso leva muito tempo. O julgamento contra eles terá que ser realizado na Itália", continuou o advogado da vítima.

No podcast "Os Grampos de Robinho", do UOL Esporte Histórias, Galan aparece em longas conversas com o ex-jogador. Em diálogos, eles dão risada da situação, falam de combinar versões sobre o crime e xingam a vítima de nomes pejorativos. Nas conversas, Fabio nega ter tido relações sexuais com a mulher porque, segundo ele, teve disfunção erétil.

A coluna procurou Galan, mas ele não respondeu às mensagens enviadas. Quando o podcast foi publicado, ele também não quis se manifestar.

O Instituto Neymar Jr, por sua vez, confirmou, em nota, que ele é colaborador desde 2015. Posteriormente, também enviou duas certidões criminais negativas em nome de Fabio Cassis Galan, para comprovar que ele não responde a nenhum processo criminal no Brasil. O comunidado da associação civil está reproduzido na íntegra aqui.

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Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

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