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Diego Garcia

REPORTAGEM

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

Tricampeonato faz do Palmeiras o maior time do Brasil na Libertadores

Deyverson comemora gol marcado na final da Libertadores entre Palmeiras e Flamengo - Staff Images/Conmebol
Deyverson comemora gol marcado na final da Libertadores entre Palmeiras e Flamengo Imagem: Staff Images/Conmebol
Diego Garcia

Repórter desde 2010, passou por Folha de S. Paulo, ESPN, Terra e Placar. Ganhou dois prêmios Aceesp (2014 e 2016) e foi indicado aos prêmios Comunique-se (2019), República (2017, 2018 e 2021), Folha (2018 e 2019) e Fenacor (2020). Cobriu Copa do Mundo, Olimpíadas, Mundial de Clubes e outros grandes eventos. Contato: garciadiegosilva@gmail.com

Colunista do UOL

27/11/2021 19h45

O Palmeiras venceu Flamengo por 2 a 1 na tarde deste sábado, em Montevidéu. Jogou com autoridade, foi melhor desde o primeiro minuto e conquistou a América pela terceira vez. Para se firmar como o maior clube brasileiro na história da Copa Libertadores.

O clube paulista agora é o maior campeão - ao lado de Grêmio, São Paulo e Santos, com três taças cada -, o que mais chegou a finais - seis, também ao lado do rival tricolor -, e o que mais vezes participou (21 vezes, empatado com são-paulinos e gremistas novamente).

Porém, nos demais critérios, o time alviverde sobra. O Palmeiras é o clube o que mais jogou (210 partidas) e o que mais venceu (117), e bem acima dos demais neste quesito: o segundo colocado é o Grêmio, com 108, e em terceiro o São Paulo, com 97.

Não para por aí: o clube palestrino é a equipe brasileira com maior número de vitórias fora de casa (44), a com a maior quantidade de gols marcados (392), novamente disparado com relação ao vice-líder, Grêmio (318).

Para completar, o Palmeiras também é o maior marcador tanto como mandante (235) quanto como visitante (158).

Na tarde deste sábado, o Palmeiras foi melhor que o Flamengo, que era favorito. O elenco rubro-negro era superior, mas o alviverde é um time, e tem um técnico mais competente, que joga para vencer desde o primeiro minuto.

Nada mais Palmeiras do que o gol do título ter sido de Deyverson: roubou a bola de Andreas Pereira e decidiu a final, no primeiro tempo da prorrogação. De contestado a herói, o atacante alcançou sua redenção em Montevidéu e entrou para a história alviverde.

O primeiro gol havia saído ainda aos 4 minutos do primeiro tempo, com Raphael Veiga, que aproveitou bola de Mayke dentro da área e, de perna esquerda, abriu o placar. O primeiro tempo foi como queria o técnico Abel, deixando a bola nos pés do Flamengo e explorando os contragolpes.

Na etapa complementar, Gabigol mostrou seu poder de decisão e comandou o Flamengo rumo ao empate. Foi dele o gol que deixou tudo igual na decisão. Melhor nos 45 minutos finais, o time rubro-negro poderia ter virado, mas não aproveitou as oportunidades. Melhor para o Palmeiras, que venceu na prorrogação.

Participante nas últimas seis edições da Libertadores, o Palmeiras vem em uma crescente na competição. Em 2016, caiu na fase de grupos; em 2017, nas oitavas; em 2018, nas semis; em 2019, nas quartas; e levantou o caneco em 2020 e 2021. O desafio, agora, será, enfim, vencer o Mundial.

Errata: o texto foi atualizado
Na Copa Libertadores 2019, o Palmeiras foi eliminado nas quartas de final --não nas semis. O erro foi corrigido.