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Diego Garcia

REPORTAGEM

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

Empresário pede bloqueio de contas do Atlético-MG por dívida de R$ 1 milhão

Torcida do Atlético-MG contra o Cuiabá, no Mineirão - Alessandra Torres/AGIF
Torcida do Atlético-MG contra o Cuiabá, no Mineirão Imagem: Alessandra Torres/AGIF
Diego Garcia

Repórter desde 2010, passou por Folha de S. Paulo, ESPN, Terra e Placar. Ganhou dois prêmios Aceesp (2014 e 2016) e foi indicado aos prêmios Comunique-se (2019), República (2017, 2018 e 2021), Folha (2018 e 2019) e Fenacor (2020). Cobriu Copa do Mundo, Olimpíadas, Mundial de Clubes e outros grandes eventos. Contato: garciadiegosilva@gmail.com

Colunista do UOL

28/10/2021 12h00

A Link Assessoria Esportiva, do empresário André Cury, pediu à Justiça o bloqueio de R$ 1,068 milhão das contas do Atlético-MG por uma cobrança referente à contratação do atacante Franco Di Santo.

As advogadas do agente anexaram uma planilha com os valores atualizados da dívida, que chega a R$ 971 mil, mais R$ 97 mil de honorários advocatícios. Como não foi concedido efeito suspensivo ao recurso do clube, Cury quer o bloqueio das contas atleticanas.

O Galo respondeu na Justiça oferecendo um seguro garantia judicial contratado pelo clube junto a uma seguradora, baseado em parágrafos da lei que permitem essa manobra.

"O seguro garantia foi contratado no valor correspondente àquele atribuído à causa, acrescido de 10% referente aos honorários advocatícios, abarcando deste modo o valor integral da execução, acrescido do percentual legal de 30%", diz o Galo na ação.

O clube defende que o seguro traz liquidez à execução movida pelo empresário, pois pode se equiparar ao dinheiro e ainda não traz tanto prejuízo ao devedor, no caso, o Atlético-MG. O clube deve, no total, cerca de R$ 40 milhões a Cury.

Anteriormente, o Galo havia oferecido uma sede administrativa do clube em Lourdes, que já tem penhoras fiscais como garantia à execução, o que foi rejeitado pelo relator do processo, em decisão publicada no começo desta semana.

Em despacho publicado esta terça, o juiz Carlos Goldman pediu que as advogadas de Cury respondam o pedido do time alvinegro. As partes haviam tentado um acordo anteriormente para resolver o imbróglio, mas não chegaram a um consenso.

Cury e seus representantes abriram mais de 24 processos contra o Atlético-MG. Em alguns deles, os advogados tentaram receber os valores cobrados por meio de receitas, em possíveis vendas do shopping Diamond Mall e dos atletas Guilherme Arana, Allan e Savinho.

No total, Cury tem dezenas de cobranças associadas ao Atlético-MG, referentes a Guilherme Arana, Luan, Lucas Pratto, Marcos Rocha, Vina, Rómulo Otero,, Eduardo Vargas, Rosinei, Maicosuel, Frickson Erazo, Dylan Borrero, José Welison, David Terans, Leandrinho, Denilson, Mansur e Rafael Dudamel.