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Diego Garcia

REPORTAGEM

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

Faz-tudo demitido por Sampaoli vai à Justiça e quer R$ 557 mil do Santos

Santos enfrenta diversos processos judiciais - Staff Images/Conmebol
Santos enfrenta diversos processos judiciais Imagem: Staff Images/Conmebol
Diego Garcia

Repórter desde 2010, passou por Folha de S. Paulo, ESPN, Terra e Placar. Ganhou dois prêmios Aceesp (2014 e 2016) e foi indicado aos prêmios Comunique-se (2019), República (2017, 2018 e 2021), Folha (2018 e 2019) e Fenacor (2020). Cobriu Copa do Mundo, Olimpíadas, Mundial de Clubes e outros grandes eventos. Contato: garciadiegosilva@gmail.com

com Thiago Braga, colaboração para o UOL

28/09/2021 04h00

Sérgio Luiz Gonzaga, que foi uma espécie de "faz-tudo" no Santos por 15 anos, entrou na Justiça contra o clube cobrando acúmulo de função, horas extras, férias e adicional de periculosidade. Ele cobra R$ 557 mil.

Conhecido como Pirata, ele foi demitido em 2019, após pedido do técnico argentino Jorge Sampaoli. Ao longo do período que permaneceu no time alvinegro, o ex-funcionário exerceu diversos trabalhos na Vila Belmiro.

Na ação, Sergio destacou o papel de "faz-tudo" no Santos, pedindo para ganhar um adicional de R$ 78 mil pelo acúmulo de função.

"No decorrer do seu contrato de trabalho, acumulou várias funções distintas das quais foi recrutado a obrar, sendo estas: operador de som, técnico de áudio e vídeo, cinegrafista, analista de desempenho, e também auxiliar de fisiologia. Sendo que, essas funções não são objetos do seu pacto laboral, nem foram ajustadas em sua CTPS quando de sua contratação", destacou no processo.

O cinegrafista também pediu danos morais, por entender que teve sua vida colocada em risco, sem o mínimo de organização ou treinamento, pois subia em plataformas e andaimes altos para montar o equipamento de áudio e vídeo, com riscos de quedas, choques elétricos, raios, trovões, chuva e calor.

Na ocasião da dispensa, o treinador estava insatisfeito com o trabalho do analista, que estava no Santos desde 2004. Então, solicitou que a diretoria o demitisse, o que foi aceito pelo então presidente José Carlos Peres, segundo apurou a coluna.

O cinegrafista já havia trabalhado com outros treinadores no clube e preparava vídeos para eles em treinos e jogos do Santos.

Pirata era bastante conhecido nos corredores da Vila, especialmente pela boa relação adquirida com os atletas na época que Neymar ainda estava no clube. Era ele quem fazia as imagens da Santos TV, sendo responsável pelos registros feitos nos vestiários.

Pirata foi procurado para comentar o processo, mas não quis se manifestar. O Santos também preferiu não responder.