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Diego Garcia

REPORTAGEM

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Santos questiona compra de ar-condicionado e ternos de luxo por cartola

Santos vive momento político conturbado - WANDERSON OLIVEIRA/DIA ESPORTIVO/ESTADÃO CONTEÚDO
Santos vive momento político conturbado Imagem: WANDERSON OLIVEIRA/DIA ESPORTIVO/ESTADÃO CONTEÚDO
Diego Garcia

Repórter desde 2010, passou por Folha de S. Paulo, ESPN, Terra e Placar. Ganhou dois prêmios Aceesp (2014 e 2016) e foi indicado aos prêmios Comunique-se (2019), República (2017, 2018 e 2021), Folha (2018 e 2019) e Fenacor (2020). Cobriu Copa do Mundo, Olimpíadas, Mundial de Clubes e outros grandes eventos. Contato: garciadiegosilva@gmail.com

com Thiago Braga, colaboração para o UOL

17/09/2021 04h00

Os gastos no cartão corporativo do ex-presidente Modesto Roma são alvo de ação na Justiça por parte do Santos. A atual gestão questiona a compra de itens desconexos ao desempenho das funções do cartola, em processo ao qual a coluna teve acesso.

Um dos itens que chamaram a atenção foram aparelhos de ar-condicionado adquiridos em maio de 2017 para entrega no endereço de residência do ex-presidente, no bairro da Ponta da Praia, em Santos. Os gastos totalizaram o valor de R$ 7,7 mil.

Outras aquisições nos cartões apontaram a compra de meias de algodão italianas e dois ternos importados —pelo valor de R$ 3 mil cada— em uma loja da Brooksfield do Morumbi. A compra foi feita para pagamento com o parcelamento em 10 vezes.

De acordo com os advogados do Santos, foram compras de cunho totalmente pessoal e desvinculado com o desempenho do cargo de presidente, ficando provada a utilização indevida dos cartões corporativos.

"São gastos nitidamente fraudulentos, considerando que as notas fiscais e comprovantes serviram para comprovar despesas particulares próprias, em clara violação estatutária", diz o time alvinegro na ação.

Os valores desembolsados pelos cartões corporativos são somados a multas e juros pelo atraso nos pagamentos de impostos quando Modesto era presidente do clube. Segundo a atual gestão, o prejuízo nesse caso superou os R$ 3 milhões.

Em contato com a coluna, Modesto afirmou que não foi citado na referida ação, de modo que, por isso, desconhece o objeto e os fundamentos da mesma.

"Enquanto presidi o clube, nenhuma irregularidade foi perpetrada. A iniciativa judicial da atual gestão precisa ser analisada no contexto das diversas ações que estão em curso e que, conforme já demonstrado, decorrem de um ambiente político institucional que me é abertamente hostil. Está evidente, portanto, que se trata de retaliação às justas iniciativas que tive que adotar contra meus opositores", disse o cartola.